O pedestre da zona sul de Londrina não tem boas opções para acessar ou deixar o Jardim União da Vitória. Na divisa com o Jardim Campos Eliseos, em uma distância de aproximadamente 400 metros, na Avenida Guilherme de Almeida, a população é obrigada a transitar sobre o barro (terra nos dias de sol) ou se arriscar na lateral da via, que não possui calçamento.
No início da semana, por causa das fortes chuvas, a extensão usada pelas pessoas estava completamente submersa. Parecia que corria um córrego no local. Além das poças gigantes, a lama complicou e muito a vida dos pedestres. Os moradores do Jardim União da Vitória utilizam o espaço também para chegarem aos comércios localizados na região sul. "Este é um problema antigo enfrentado por nós, moradores do União. Mas é a principal passagem e temos que usá-la. Porém, não tem calçamento e dificulta a vida de todos", diz o zelador Osvaldo Ricci. "Quando venho do centro da cidade ou tenho que ir ao mercado e à lotérica para pagar as contas, acabo sujando os pés nesse lugar. Mas o pior é ver crianças e idosos caindo aqui", lamenta Ricci.
Outra que enfrenta diariamente o caminho tortuoso é a dona de casa Irani de Fátima Oliveira. "Moro no Jardim União da Vitória e vou todos os dias até a casa do meu irmão, no Jardim Cristal, para cuidar do meu sobrinho. Infelizmente não há uma calçada para a gente passar e, muitas vezes, acabo usando a lateral da avenida (Guilherme de Almeida), pelo asfalto, que também não possui acostamento. Quando chove, os carros passam e jogam água suja na gente", relata Irani. "Deveriam alargar essa pista. Ela é de mão dupla, apesar de ser apertada para dois veículos grandes", avalia a dona de casa.
Como não há uma ciclovia, a reportagem flagrou também crianças trafegando com bicicletas junto aos demais veículos na Avenida Guilherme de Almeida.
Os moradores da região sul gostariam que a melhoria ocorresse antes do retorno das aulas. A Secretaria de Estado da Educação (SEED) esclarece que as aulas do ano letivo de 2016 serão iniciadas no dia 29 de fevereiro. Grande parte dos jovens e crianças do Jardim União da Vitória estuda na escola estadual Rina Maria de Jesus Francovig, no Jardim Campos Eliseos, e percorrem cerca de 400 metros sem calçada.
"É uma tristeza. No período de aulas, busco e levo diariamente os meus netos. Quando chove muito, tudo fica alagado nesse lugar. Mesmo assim prefiro passar pelo barro. Acho mais seguro que caminhar com as crianças pelo asfalto, no meio dos carros", afirma o zelador Osvaldo Ricci. (P.M.)
O NOSSODIA entrou em contato com o secretário municipal interino de Obras, Ney Paulo, que falou sobre o que está impedindo a melhoria. "O município quer transformar aquele ponto da Guilherme de Almeida em pista dupla, construindo também o calçamento na lateral da via. O problema é que o espaço é de propriedade privada e depende de algumas etapas para ser doado pelo dono. Preciso me aprofundar sobre em que fase está o processo, mas recebi informações de que há interesse do proprietário em fazer a doação", explica Ney Paulo. "Ressalto que o município pretende atender ao pedido da população, mas ainda não há uma previsão para esta obra", admite o secretário interino de Obras. (P.M.)