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De olho no acesso - Tencati quer a Série A

Lucio Flávio Cruz
Grupo Folha
27 abr 2017 às 09:03

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Marcos Zanutto/20-02-2017
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Depois de encerrada a sua participação no Campeonato Paranaense, o Londrina volta as atenções todas à preparação para a estreia na Série B, a prioridade do alviceleste na temporada. Serão pouco mais de duas semanas de treinamentos visando o primeiro jogo no Brasileiro, no dia 13 de maio, contra o Internacional, no Estádio do Café.
Em entrevista à FOLHA, o técnico Claudio Tencati faz um balanço positivo das três competições que o LEC disputou até agora no ano e projeta uma campanha ainda melhor do que a de 2016 no Brasileiro. "Queremos melhorar a nossa participação e pensamos no acesso", afirma.
Com o objetivo traçado, a diretoria já trouxe os primeiros reforços – chegaram o goleiro Zé Carlos, o meia Patrick Vieira e os atacantes Artur e Carlos Henrique, além de Élton, que já está acertado, mas ainda não se apresentou – e grande parte do elenco do Estadual será mantido. O grupo alviceleste tem hoje 35 jogadores.
Sobre os rivais da Série B, o treinador entende que há um equilíbrio muito grande entre os clubes, com exceção do Internacional. Porém, Tencati não teme o time gaúcho e faz um alerta. "A camisa hoje não tem pesado tanto mais. O que vale é lá dentro".

Balanço
"Não é de todo ruim o nosso primeiro semestre. Têm coisas positivas. O ano passado foi até pior, já que caímos nas quartas de final do Paranaense, na Copa do Brasil chegamos à segunda fase, mas fomos eliminados no primeiro jogo em casa e tivemos um início de Série B turbulento. Claro que neste ano houve uma cobrança grande por termos saído da Copa do Brasil diante de um rival da quarta divisão (Gurupi-TO), mas tivemos êxito na Primeira Liga, na qual nos classificamos em primeiro do nosso grupo, com dois adversários da Série B (Paraná e Figueirense) e um time da Série A (Avaí). No Estadual tivemos altos e baixos e sabemos reconhecer isso. Tivemos problemas individuais e de lesões, já que não conseguimos fazer uma pré-temporada adequada, em razão do acúmulo absurdo de jogo. Alguns jogadores questionados aumentaram a produtividade, alguns que começaram como reserva e se tornaram titulares e referências para a Série B".


Série B
"O que a gente quer é manter a campanha e até melhorar para pensar em um possível acesso. Umas das preocupações nossas é melhorar nosso retrospecto em casa. O que nos faltou foi ganhar um ou dois jogos a mais em casa para o acesso. As contratações pontuais que temos feito nos setores são para reforçar e melhorar as posições mais carentes. Sem jogadores de reposição o time não fica muito agressivo e por isso tivemos muitas oscilações no Paranaense. Sabíamos que o orçamento era menor no Estadual e o investimento maior seria para o Brasileiro".

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Dificuldades
"No ano passado não existia um respeito das outras equipes pelo Londrina ser debutante na competição. Era uma das equipes cotadas por todos para não cair. Diante do que o time fez, só se concretizou o que é o projeto do Londrina. Então se criou uma imagem muito positiva. Agora, o respeito vai ser muito diferente. Vai ter este grau de dificuldade porque vamos enfrentar todo mundo em sinal de alerta porque sabem que o Londrina joga um futebol aplicado, determinado, mas ao mesmo tempo vai haver um respeito maior".
Internacional
"Eu acho que vai enfrentar dificuldades. No próprio Campeonato Gaúcho está demonstrando isso. Se classificou em sétimo na primeira fase (o Inter está na final contra o Novo Hamburgo). Tem bons jogadores e uma boa equipe. Acompanhei o jogo inteiro pela Copa do Brasil contra o Corinthians até para fazer uma avaliação em um jogo de alto nível. Tem jogadores talentosos individualmente e pelo poder de investimento muito maior é normal que ele entre com este status de um time que vai brigar do início ao fim pelo acesso. Mas vejo que a possibilidade de tirar pontos do Inter é grande também e a camisa hoje não tem pesado tanto mais. O que vale é lá dentro e é nisso que temos que acreditar para que possamos fazer um grande jogo e vencer o Inter aqui".

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Favoritos
"É cedo para dizer. O Figueirense, que caiu agora e que poderia fazer um investimento alto, no Catarinense oscilou demais. Estão passando por uma turbulência e trocando metade do elenco. O América Mineiro também não fez um grande Estadual e enfrenta dificuldades. O Goiás tem um poder de investimento, assim como alguns outros clubes. Mas vejo todos no mesmo patamar e não vislumbro um grande destaque, com exceção do Inter pela camisa e por ter jogadores de Série A. O Inter está lá em cima e os demais vão brigar em pé de igualdade".


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