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De novo - No escuro

19 set 2018 às 19:45

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Gina Mardones
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O vandalismo prejudicou o trabalho dos funcionários e deixou pacientes sem atendimento na UBS Clair Pavan, na rua Souza Naves (centro), nesta quarta-feira (19). Durante a noite, ladrões levaram os cabos de energia da unidade e, sem luz, vários procedimentos não puderam ser feitos. Pelo menos 40 pacientes foram prejudicados. Essa foi a segunda vez que os fios elétricos do posto de saúde foram furtados. A primeira foi em 12 de julho deste ano.
A UBS funciona a partir das 7h e quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram tudo às escuras. O dia era de coleta de exames laboratoriais e o serviço teve de ser suspenso. Pacientes que haviam ficado em jejum por horas para poder realizar exames foram orientados a retornar nesta quinta-feira (20). Segundo a enfermeira coordenadora da UBS, Giselle Correia, estavam agendados cerca de 40 exames. "Não pude pedir para eles aguardarem porque não tínhamos previsão de quando o problema seria resolvido. Tivemos que entregar os coletores novamente para todos eles", disse a enfermeira. "Reagendamos os exames para amanhã, que não é dia de coleta. Vai mudar toda a nossa rotina acrescentando esses procedimentos e vai sobrecarregar os funcionários."
Além da coleta de exames, foram suspensos também as vacinações, procedimentos gerais, como curativos e retirada de pontos, coleta de preventivo e também os resultados de exames via sistema não puderam ser avaliados em razão da falta de computadores. As consultas médicas foram feitas "na medida do possível", segundo Correia, e foram mantidas as avaliações de pacientes e os atendimentos de fisioterapia.
Sem refrigeração, o estoque de insulina teve de ser remanejado em caixas térmicas para outra unidade. O armazenamento das vacinas não foi afetado porque o compartimento tem bateria que permite manter a refrigeração por até 48 horas em caso de queda de energia. (Simoni Saris/Grupo Folha)


Segunda vez em 2018
A enfermeira coordenadora lembrou que essa foi a segunda vez no ano que ladrões furtaram os cabos de eletricidade da UBS. Em 12 de julho o mesmo já havia acontecido. "Não adianta mudar o presidente. Tem que mudar a mentalidade do brasileiro", protestou Miriam Moreno, paciente da UBS. "Esses ladrões deveriam respeitar pelo menos a saúde. Acho um horror isso", reclamou outra paciente.
O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, disse que a substituição da fiação foi feita pela equipe de Troca e Manutenção da secretaria e a Copel faria o religamento. Mas até o fechamento desta edição a unidade continuava sem energia elétrica. "O prejuízo foi pouquíssimo em relação a custo, mas o prejuízo assistencial não tem preço. A UBS tem uma população SUS de 24 mil pessoas na área de abrangência, são mais de 400 atendimentos por dia. Quem é atingida nesse tipo de ação é a própria comunidade, que acaba pagando o preço, com o reagendamento de consultas, exames e outros procedimentos." (S.S.)

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Atos frequentes
Machado disse que os atos de vandalismo nas unidades básicas de saúde do município são frequentes. Em três meses, calculou o secretário, pelo menos dez unidades foram arrombadas e houve furto de notebooks, computadores e outros equipamentos.
Na UBS da rua Souza Naves, assim como em muitos outros prédios públicos, não há câmeras de segurança nem vigilantes. "Isso não depende da saúde. Quem tem que fazer a vigilância nos órgãos públicos é a Guarda Municipal, que não dispõe de efetivo para todos os prédios", ressaltou o secretário de Saúde. Machado lembrou que há um edital da Guarda Municipal para a compra de câmeras que fariam o monitoramento de algumas unidades de saúde. "O monitoramento seria feito nas unidades mais vulneráveis e se analisarmos a região, a UBS do centro não estaria entre elas. Sempre fazemos essa interlocução com a Guarda pedindo a segurança do patrimônio." (S.S.)


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