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De cair duro - Quem suporta o fedor da praça da Catedral?

08 nov 2017 às 23:08

Não teve jeito e o artesão Carlos Roberto, 53 anos, não viu outra maneira de se aliviar. Deu as costas para o povo e na porta do banheiro, já fechada, urinou. Constrangido, justificou: "Precisa falar com o prefeito e dar um jeito nisso. Um banheiro faz muita falta, ainda mais em uma cidade desse tamanho", desabafa. Para o aposentado José da Silva, 77 anos, o descaso é injustificável. "Tem mais de um ano que está assim", engrossa. "Um dia desses uma senhora pediu socorro, acho que tava até com dor de barriga. Daí eu indiquei a loja de departamentos. O gerente deixa usar, quando é criança e mulher porque os homens vão lá no bosque, só que agora que carpiu tá complicado", diz o aposentado Luiz de Almeida. "Começaram a reforma e pararam. Não sei o motivo. Agora tá feio, pintaram o diabo lá".
Para a ambulante Elcelina Oliveira, 57 anos, a situação é mais complicada. "Eu me sinto prejudicada. Aqui é um comércio de alimentos, e com esse cheiro chega a dar nojo ficar aqui. Não tem quem aguenta", comenta. "Chego a ficar em um estado de nervos porque arde os olhos e o nariz de tão forte", ratifica. Assim, da água, do café e do salgado da comerciante, muitos passam longe. O vendedor Francisco Santana, 48 anos, concorda com a insatisfação geral. Morador da região central de Londrina, afirma que já levou a reclamação aos órgãos responsáveis. "Desde então começaram a vir de tarde jogar uma água. São três vezes por semana", afirma. Do ponto de vista de Santana, a população deveria cobrar. "Cada um que vota tem que ir atrás de seus direitos. A sensação é de abandono", pensa. Procurada pela reportagem do Nosso Dia, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), por meio da assessoria de imprensa, afirmou que estuda algumas soluções para o banheiro desativado da praça da Bandeira, mas que ainda não há uma ação em andamento. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


Segundo frequentadores da praça, na falta do banheiro mulheres e crianças acabam indo fazer as necessidades numa loja de departamentos do Calçadão

Reportagem do NossoDia flagrou a sujeira deixada por quem faz do portão do banheiro uma privada a céu aberto: tem até número 2


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