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‘DÁ ZERO PRA ELE!’ - Caminho até UEL merece ‘nota vermelha’

15 set 2016 às 08:37

Além de enfrentar uma rotina pesada de estudos, boa parte dos estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) ainda encontra diversos obstáculos para chegar ao centro acadêmico. Acesso para a UEL, uma das vias mais utilizadas pelos universitários é a rua Constantino Pialarissi, que possui mão dupla, localizada no Jardim Cidade Universitária, zona sul de Londrina. Com metade da rua destruída, tomada por pedras, terra e muita água suja e parada, pedestres e motoristas são obrigados a invadir a contramão da via, correndo riscos de se envolver em colisões e causar atropelamentos.
A via é extensa, começa praticamente na PR-445 e serve como ingresso para a Gleba Palhano, aos fundos da universidade. No entanto, os maiores problemas, destacados pelos usuários, estão restritos ao trecho entre as ruas Delaine Negro e Agostinho Hass, com aproximadamente 500 metros.
Trabalhando há anos na Constantino Pialarissi, vendendo alimentos e bebidas em um pequeno trailer, o comerciante Luiz Aparecido Souza conta um pouco dos problemas enfrentados no local. "As pessoas que usam a via são surpreendidas quando chegam neste trecho. Por causa do problema no asfalto, que se afunila neste pedaço, os motoristas são obrigados a trafegar pela contramão, em direção ao viaduto da PR-445", diz Souza.
"A situação fica ainda mais perigosa nos horários de pico, geralmente no início da manhã e da noite. Os ônibus também trafegam pela rua e a deixam mais estreita. Além disso, no fim da via, já no sentido sul, o asfalto acaba e os motoristas são surpreendidos pela estrada de terra", acrescenta o comerciante.
Estudante do curso de educação física da UEL e morador do Jardim Cidade Universitária, Vinícius Zussa sabe bem como é caminhar pela via. "Além de todo o risco, não há sequer acostamento na lateral da via para os veículos pararem, caso o motorista encontre algum problema", observa Zussa. "Fora tudo isso, os pedestres encontram dificuldades para atravessar, pois faltam faixas. Até mesmo para circular sobre a calçada, já que os carros passam sobre poças e jogam a água suja de barro em nós", relata o estudante.

Problemas devem passar de ano
O secretário municipal de Obras, Walmir Matos, afirmou que existe um projeto para a reforma da via, mas acredita que problemas, mesmo merecendo uma "nota vermelha", vão passar de ano. "Esta rua deve ser atendida juntamente com a duplicação da avenida Prefeito Faria Lima, que faz ligação com a Constantino Pialarissi. No entanto, a obra não chegou a ser iniciada por causa da situação econômica enfrentada pelo município. Mesmo assim existe um projeto para aquela via, para recuperação do asfalto, alargamento da via, reforço da infraestrutura, como drenagem e meio-fio", afirma Matos. "O município já possui recursos e até o projeto para esta obra, mas temos também outros processos que devem ser finalizados antes, além de um cronograma extenso de atendimento, que deve ser respeitado pela Secretaria Municipal de Obras. (P.M.)


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