A feirinha debaixo do pé de árvore, no canto da calçada, é vitrine pra quem passa pela rua Santa Mônica, Zona Leste de Londrina. A pé ou de carro, a freguesia para, escolhe o que precisa levar pra casa e ali, no próprio bairro, mais uma sacolinha fica cheia e ganha rumo.
Por trás do negócio, José da Silva, 46 anos, conhecido entre os chegados por Jessé, um senhor que nasceu no bairro do Pari, em São Paulo, e chegou a Londrina quando tinha cinco anos. "Eu não lembro quase de nada, veio a família toda e só irmão tenho dez", conta. "Me sinto um londrinense", confessa.
A timidez tenta roubar as palavras do comerciante, mas ele se esforça. "Já trabalhei de tudo na vida", conta todo orgulhoso. Entre os tantos ofícios, Jessé cita que foi servente de pedreiro e ajudante geral, mas a experiência em uma banca do Ceasa abriu portas para que ele decidisse se tornar autônomo. "Tenho uma menina de 18 anos e aqui é meu ganha-pão", resume.
Às seis horas da manhã, José começa a montar sua banca. Os caixotes empilhados são prova de que pega no pesado e alguns amigos como Hélio Carlos Mendes, dão uma força. "Quando dá umas cinco da tarde, recolho tudo. Nos dias de chuva, tô aqui também, mas corro pra debaixo da árvore e me escondo um pouco", completa. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
Por trás do negócio, José da Silva, 46 anos, conhecido entre os chegados por Jessé, um senhor que nasceu no bairro do Pari, em São Paulo, e chegou a Londrina quando tinha cinco anos. "Eu não lembro quase de nada, veio a família toda e só irmão tenho dez", conta. "Me sinto um londrinense", confessa.
A timidez tenta roubar as palavras do comerciante, mas ele se esforça. "Já trabalhei de tudo na vida", conta todo orgulhoso. Entre os tantos ofícios, Jessé cita que foi servente de pedreiro e ajudante geral, mas a experiência em uma banca do Ceasa abriu portas para que ele decidisse se tornar autônomo. "Tenho uma menina de 18 anos e aqui é meu ganha-pão", resume.
Às seis horas da manhã, José começa a montar sua banca. Os caixotes empilhados são prova de que pega no pesado e alguns amigos como Hélio Carlos Mendes, dão uma força. "Quando dá umas cinco da tarde, recolho tudo. Nos dias de chuva, tô aqui também, mas corro pra debaixo da árvore e me escondo um pouco", completa. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)