O sol estava forte, perfeito para o consumo de um caldo de cana bem gelado. O dia seria promissor para as vendas, porém o copo nem chegou a ser oferecido ao cliente. Antes mesmo da primeira cana ser esmagada pela moenda, um grito chamou a atenção dos clientes na pracinha localizada na rua das Bananeiras, no Jardim Interlagos, zona leste de Londrina. Era a comerciante Maria Batista Albino, de 49 anos, clamando por ajuda. Após ligar o maquinário, ela acabou com a mão direita agarrada por uma das peças e sofreu um grave ferimento na ensolarada tarde da última terça.
"Todo mundo ficou apavorado. Um susto grande. Coitada, ela estava começando o dia de trabalho. Maria vende caldo de cana há três anos aqui, mas é moradora do (Jardim) Marabá, que fica ao lado, todos da região a conhecem. Espero que ela volte logo a trabalhar", comentou o morador do Interlagos, Wilson Queiroz, após assistir ao sofrimento da mulher.
Apesar de toda a dor, a vítima não conseguiu retirar sozinha o membro da máquina. Dramaticamente, teve de aguardar o deslocamento dos socorristas do Siate, que durou aproximadamente 20 minutos. Só após a chegada da ambulância é que a mão da trabalhadora foi retirada do equipamento. "Maria sofreu uma grave fratura aberta no quarto dedo da mão direita. Ela ainda encontrava-se com a mão presa no equipamento quando chegamos ao local, sentia muita dor. A vítima disse que estava ligando a máquina quando o acidente aconteceu. Tivemos que soltar alguns parafusos para retirar e levar a mulher para a viatura", explicou no dia o soldado do Corpo de Bombeiros Magno Maciel. O maquinário usado pela vítima possuía engrenagens e correias expostas. Realidade que pode ter contribuído com o acidente.
Após receber os primeiros socorros, Maria foi encaminhada ao Hospital Universitário (HU). De acordo com a assessoria de comunicação do HU, a comerciante passou por exames, foi medicada, teve o dedo imobilizado e na sequência foi liberada, ainda na terça-feira, sem riscos de amputação.
"Todo mundo ficou apavorado. Um susto grande. Coitada, ela estava começando o dia de trabalho. Maria vende caldo de cana há três anos aqui, mas é moradora do (Jardim) Marabá, que fica ao lado, todos da região a conhecem. Espero que ela volte logo a trabalhar", comentou o morador do Interlagos, Wilson Queiroz, após assistir ao sofrimento da mulher.
Apesar de toda a dor, a vítima não conseguiu retirar sozinha o membro da máquina. Dramaticamente, teve de aguardar o deslocamento dos socorristas do Siate, que durou aproximadamente 20 minutos. Só após a chegada da ambulância é que a mão da trabalhadora foi retirada do equipamento. "Maria sofreu uma grave fratura aberta no quarto dedo da mão direita. Ela ainda encontrava-se com a mão presa no equipamento quando chegamos ao local, sentia muita dor. A vítima disse que estava ligando a máquina quando o acidente aconteceu. Tivemos que soltar alguns parafusos para retirar e levar a mulher para a viatura", explicou no dia o soldado do Corpo de Bombeiros Magno Maciel. O maquinário usado pela vítima possuía engrenagens e correias expostas. Realidade que pode ter contribuído com o acidente.
Após receber os primeiros socorros, Maria foi encaminhada ao Hospital Universitário (HU). De acordo com a assessoria de comunicação do HU, a comerciante passou por exames, foi medicada, teve o dedo imobilizado e na sequência foi liberada, ainda na terça-feira, sem riscos de amputação.
Prudência nunca é demais
A reportagem ouviu também a aspirante a tenente e porta-voz do 3° Grupamento de Corpo de Bombeiros de Londrina, Luana da Silva Pereira. Ela reforça a atenção durante o manuseio com a máquina no preparo do caldo de cana. "A recomendação é sobre a segurança no trabalho em geral. Mesmo que o trabalhador conheça bem e tenha muita prática e autoconfiança neste equipamento, deve sempre atuar com responsabilidade e atenção, manter em dia a manutenção adequada do equipamento, evitar improvisos (a famosa gambiarra) na instalação do maquinário", adianta a aspirante.
"Muitos dos estabelecimentos que oferecem o produto são humildes e, em algumas casos, não oferecem estrutura suficiente para que a atividade seja realidade com segurança. Esta vítima (Maria) em especial, levou muita sorte por não se ferir com gravidade. Poderia até acabar com algum membro amputado neste acidente", alerta Luana. (P.M.)
A reportagem ouviu também a aspirante a tenente e porta-voz do 3° Grupamento de Corpo de Bombeiros de Londrina, Luana da Silva Pereira. Ela reforça a atenção durante o manuseio com a máquina no preparo do caldo de cana. "A recomendação é sobre a segurança no trabalho em geral. Mesmo que o trabalhador conheça bem e tenha muita prática e autoconfiança neste equipamento, deve sempre atuar com responsabilidade e atenção, manter em dia a manutenção adequada do equipamento, evitar improvisos (a famosa gambiarra) na instalação do maquinário", adianta a aspirante.
"Muitos dos estabelecimentos que oferecem o produto são humildes e, em algumas casos, não oferecem estrutura suficiente para que a atividade seja realidade com segurança. Esta vítima (Maria) em especial, levou muita sorte por não se ferir com gravidade. Poderia até acabar com algum membro amputado neste acidente", alerta Luana. (P.M.)