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CRISE NO LEC - ‘A culpa é das estrelas’

24 set 2017 às 22:17

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Marcos Zanutto
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O empate com o Santa Cruz na sexta-feira (22) instalou a crise no Londrina. O clima no clube virou depois de mais uma atuação apática diante do torcedor e culminou no afastamentos dos meias Celsinho, Rafael Gava e do lateral-direito Telo. A decisão de não contar mais com os três jogadores foi tomada pelo gestor Sérgio Malucelli, no sábado (23).
A saída dos atletas começou a ser avaliada ainda no estádio do Café após o 1 a 1 com o time pernambucano e foi a forma que o gestor encontrou de dar uma sacudida no elenco a 13 rodadas do fim da Série B. A visão da direção do futebol alviceleste é que muitos jogadores se acomodaram justamente na reta final da competição e por isso a queda de rendimento da equipe, que somou apenas sete pontos nos seis jogos do returno.
A decisão da saída dos três atletas foi amparada no quesito técnico, mas problemas extra-campo e abuso de saídas noturnas por parte de alguns jogadores também foram detectadas pela direção e comissão técnica. Na reapresentação do elenco, no sábado (23) à tarde, o grupo foi questionado sobre as última apresentações e alguns jogadores foram cobrados individualmente.
O Londrina informou que vai cumprir as obrigações contratuais com Celsinho, Gava e Telo, mas que os atletas foram informados da decisão e nem treinam mais com o restante do elenco. A saída do camisa 10 é a mais emblemática. Após várias idas e vindas, a trajetória do meia definitivamente chegou ao fim no alviceleste. No clube desde o segundo semestre de 2012, Celsinho tem contrato até o fim deste ano.
O meia foi titular em 21 das 25 rodadas da Série B, mas nunca conseguiu manter uma regularidade de boas apresentações e por isso manteve a relação de amor e ódio com o torcedor. Durante a Série C em 2015, ele deixou o clube após se desentender com Sérgio Malucelli no vestiário depois de um 0 a 0 com o Guaratinguetá. Na oportunidade, o próprio gestor havia afirmado que o jogador não atuaria mais pelo clube. Em 2016, foi emprestado ao Paysandu e sem opções no mercado retornou ao LEC nesta temporada. Celsinho fez 111 jogos com camisa alviceleste e marcou 20 gols.
Titular constante nas escalações do técnico Claudio Tencati em 2015 e 2016, Rafael Gava perdeu espaço este ano e foi um dos jogadores mais criticados pela torcida após a eliminação precoce da Copa do Brasil pelo Gurupi (TO). Começou jogando contra o Paraná Clube, mas sequer for relacionado para o jogo com o Santa Cruz. Atuou em 94 jogos pelo LEC e marcou oito gols.
Já o lateral Telo chegou ao clube no início do ano e participou de poucos jogos no Paranaense. Já na Série B, não atuou em nenhuma partida. (Lucio Flávio Cruz/Grupo Folha)


‘Se for para o bem da equipe, que assim seja’, diz Celsinho
A decisão do afastamento de Celsinho, Rafael Gava e Telo por parte do gestor Sérgio Malucelli teve o aval também de outros integrantes do departamento de futebol e da comissão técnica. No caso do camisa 10, a insatisfação pelo desempenho ruim já vinha de algum tempo, mas existia a expectativa que o seu futebol pudesse evoluir, o que não aconteceu nesta Série B. Na sexta-feira (22) contra o Santa Cruz, o meia foi substituído no intervalo e isso foi determinante para a sua saída. Em entrevista exclusiva à FOLHA, Celsinho falou que foi surpreendido pela decisão e que não há nenhum problema com o grupo e nem fora do clube que pudesse contribuir com o seu afastamento. "Recebi uma ligação do Sérgio (Malucelli) por volta das 11 da manhã dizendo que eu não precisa me reapresentar. Foi uma conversa rápida e questionei o motivo e ele me disse apenas que era por baixo rendimento", frisou. "Eu não vejo que tenha sido por influência pelo que a equipe fez na última partida. Se é por baixo rendimento é uma coisa minha e nada com o grupo. Se for para o bem da equipe, que assim seja". "Eu gostaria de terminar o meu contrato. Espero que seja solucionado da melhor forma possível para que eu possa voltar a jogar e a vestir esta camisa. Vai depender da reunião. Estou esperançoso", comentou. (L.F.C.)

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Tencati tem problemas para escalar time
A saída de Celsinho e Rafael Gava aumentaram os problemas do técnico Claudio Tencati para escalar o Londrina para o confronto contra o Oeste na terça-feira (26), às 20h30, na Arena Barueri. Sem vencer a duas partidas, o alviceleste se distanciou ainda mais do G4 e precisa reagir rápido.
O LEC fechou a rodada em nono lugar, com 34 pontos – o Vila Nova é o quarto colocado e tem 42. Já o Oeste está em sétimo com 38. Para a posição de Celsinho, a opção de Tencati deve ser por Ricardinho, que entrou no lugar do camisa 10 diante do Santa Cruz e marcou o gol do empate.
Mesmo sem a melhor condição física, o jogador deve ser o escolhido até em razão da falta de outras opções. Quem também não joga é o volante Germano, suspenso com o terceiro cartão amarelo. Rômulo deve ser o seu substituto. (L.F.C.)


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