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Crimes caindo - Traficar tá uma droga

26 nov 2015 às 09:53


O ano de 2015 pode fechar com o menor número de homicídios dolosos (com intenção de matar) desde 2009. Análise criminal evidencia que a tendência de redução ocorre nos principais centros urbanos do Estado, e em Londrina a situação não é diferente. Até 25 de novembro, de acordo com a Delegacia de Homicídios, a cidade registrou 49 assassinatos. Um dos fatores seria o grande número de prisões e apreensões da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) do município. Uma vez que, em anos anteriores, o envolvimento com o tráfico de drogas era a principal motivação dos crimes dolosos contra a vida.
"Nos anos anteriores, por exemplo, o tráfico de drogas era o grande responsável pelas mortes em Londrina. Diferentemente deste ano, quando os crimes tiveram estímulos variados: por rixa, por dívida, motivações passionais, além do próprio tráfico", comenta o superintendente da Delegacia de Homicídios, Cláudio Santana. "Quando o tráfico de drogas perde a força, automaticamente cai o número de homicídios. Um exemplo disso é a grande quantidade de drogas apreendidas e pessoas ligadas ao tráfico detidas pela Denarc em nossa região. O êxito daquela equipe se reflete em nosso trabalho", reconhece o policial civil.
Com a demanda menor de crimes a serem apurados, investigadores encontram melhores condições para produzir os inquéritos policiais. "Em comparação à mesma época de novembro de 2014, Londrina já somava 87 assassinatos. Hoje, são 49 mortes violentas. Essa queda tem nos ajudado na elaboração do inquérito policial, pois encontramos mais tempo para apurar cada caso", detalha Santana. "Com isso colocamos não só o autor do homicídio atrás das grades, mas também todos os envolvidos: mandante, executor e os demais que concorrem com o crime. Enfim, identificamos a quadrilha toda", informa o superintendente.


Onze menores assassinados
Dos 48 assassinatos no município este ano, 11 não tinham completado 18 anos de idade. Além disso, seis das vítimas fatais eram do sexo feminino. Lembrando que não entram na contagem da Delegacia de Homicídios as mortes em confrontos entre polícia e suspeitos. (P.M/NOSSODIA)


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