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Criança não foi vendida na zona norte, diz delegada

17 jan 2018 às 21:47
O caso da criança que teria sido vendida na zona norte não passou de um mal-entendido, explica a delegada do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), Lívia Pini, responsável pela investigação. Na madrugada do dia 3 de janeiro, a denúncia de que uma criança de seis meses teria sido vendida pela própria mãe, chegou até o Conselho Tutelar e à Polícia Militar. A mãe, uma mulher de 34 anos, era suspeita de ter negociado a venda do bebê. O caso foi registrado na rua José Ruzzon, Jardim Marieta, na zona norte de Londrina.
Na ocasião, segundo informações da 4ª Companhia Independente (4ª CIA), responsável pelo policiamento da região, uma mulher, que cuidava da criança desde os dois meses de vida, teria relatado que a mãe biológica foi buscar o bebê na noite de terça-feira (2), acompanhada de uma pessoa desconhecida por ela. A mãe foi localizada horas depois da denúncia e acabou presa. Não pela suposta venda, mas porque tinha um mandado de prisão pelo crime de furto contra ela. De acordo com a delegada Lívia Pini, a criança foi encontrada no dia 4 pelo Conselho Tutelar em uma residência de Cambé. O imóvel pertencia aos amigos da mãe do bebê. "Já ouvimos todos os envolvidos. Isso não passou de um mal-entendido, pois não há indicativos de que teriam escondido algo. Os celulares foram periciados e nenhuma conversa foi apagada. A cuidadora da criança e a irmã dela, uma jovem de 18 anos, entraram em desespero por não conhecerem a amiga da mãe, com quem estava o bebê, e acionaram o Conselho Tutelar e a PM", disse a delegada.
Segundo Lívia, a mãe permanece presa pelo mandado de prisão por furto. Ela tem quatro filhos. A maior de idade, de 18 anos, seria casada, os demais estão acolhidos em um abrigo aguardando decisão judicial. "O procedimento de guarda está na Vara da Infância e Juventude, que decidirá com quem irá ficar as crianças", concluiu a delegada. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

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