O Campeonato Paranaense deste ano possui uma fórmula diferente dos anos anteriores, com tiros curtos. Com uma combinação de resultados, o Londrina pode garantir já no próximo fim de semana uma vaga antecipada na semifinal da Primeira Taça, o primeiro turno do Estadual. Por outro lado, uma derrota pode tirá-lo da zona de classificação, na qual está no momento – é o segundo colocado do grupo B, com seis pontos, quatro atrás do líder Atlético. Para conseguir a classificação antecipada, o LEC precisa vencer o Coritiba no Café e torcer por derrota do Toledo (cinco pontos) e ao menos empates de União e Rio Branco (três cada).
Na primeira semana sem jogos desde o início da temporada, o preparador físico George Castilhos ressaltou que o início de ano do Londrina é muito mais complicado do que o de times que não possuem calendário para o ano todo. A antecipação do início dos Estaduais, devido à Copa do Mundo, complicou a situação.
"Nos últimos dois anos, a gente pegava 30 dias de folga e 30 dias para treinar. Este ano, tivemos só 18 dias para treinamento. Isso atrapalha muito e a gente é obrigado a pular etapas. Existem equipes que fazem o planejamento para apenas três meses e realizam dois meses de pré-temporada e estão muito mais à frente (em termos de condicionamento físico). A gente tem que fazer planejamento para um ano. Por isso a gente vê a grande dificuldade das equipes que disputam Série B e Série A no início de temporada", apontou.
Ele lembrou que o Londrina fez uma maratona de cinco jogos em duas semanas e pagou um preço alto por isso. "Houve um desgaste grande no domingo (contra o Cianorte) devido ao calor e devido à nossa viagem (a Ariquemes). Agora, há um tempo para dar uma recuperada, para os atletas voltarem. No Brasil, muitos times que não possuem controle de carga aproveitam para treinar mais, mas você paga depois. A nossa ideia é, dentro do modelo de jogo do (técnico) Ricardinho, aproveitar o máximo de parte tática e ter um desgaste mínimo, controlado. Se aumentássemos a carga de treino, pagaríamos mais à frente", ressaltou.
O zagueiro Dirceu salientou que, apesar da maratona, o LEC atingiu as metas deste início de temporada – se mantém na área de classificação no Paranaense e passou à segunda fase da Copa do Brasil ao eliminar o Real Ariquemes (RO). "Se não chegamos no nosso ideal que o Ricardinho espera, nós podemos dar mais, mas ainda não chegamos a esse ponto. Devem ser levados em conta todos os fatores, como pré-temporada menor e desgaste, mas ainda assim vivemos um momento muito bom e com perspectiva de crescimento muito maior", afirmou o zagueiro. (Vítor Ogawa/Grupo Folha)
Coritiba desgastado
Se o Londrina sofreu com o desgaste da viagem para Ariquemes, desta vez é o Coritiba que vai passar por essa situação, já que na noite de quarta-feira (7) jogou no Piauí pela Copa do Brasil uma partida desgastante, em que conseguiu o gol da classificação apenas aos 52 minutos do segundo tempo. Questionado se isso poderia favorecer o Londrina neste fim de semana, Dirceu alertou que, se o Coritiba não estiver bem preparado como o Londrina está, o time da Capital terá dificuldades.
"É desgastante, é cansativo e é preciso estar muito bem preparado. Tem que tentar aproveitar da melhor maneira possível. A gente fez isso e teve um êxito muito grande. O jogo contra o Cianorte era um dos mais preocupantes e no final do jogo a gente tinha mais gás que eles, a meu ver. Então, o Coritiba deve estar ciente de que vai enfrentar uma equipe muito bem preparada", apontou.
O Londrina está com cinco jogadores no departamento médico. O zagueiro Silvio, que foi submetido a uma cirurgia na segunda-feira depois de ter sofrido uma fratura no pé direito, iniciou o processo de recuperação. Também continuam no DM Lucas Ramon, Jardel, Anderson Leite e Anderson. Carlos Henrique, poupado na última partida, pode voltar contra o Coritiba. (V.O.)