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Corte no lucro

22 ago 2018 às 21:02

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A motivação da prefeitura para a abertura de uma nova licitação é o fim do modelo de transporte que Londrina possuiu por mais de 70 anos, nas palavras de Belinati, além da ideia de uma redução na cláusula que prevê um percentual de taxa de lucro sobre investimentos das empresas, que consta no contrato atual e encarece a tarifa. "É mais cômodo [renovar o contrato], mas o transporte pode melhorar", disse. Para Belinati, a cláusula onera a Prefeitura.
"Essa cláusula pode variar de 5% a 12%. Em Londrina, ela é de 7,5%. A ideia é reduzir isso porque tem impacto na tarifa", explicou. Para o secretário municipal de Gestão Pública, Fábio Cavazotti, essa cláusula não deverá ser extinta. "Alguma forma de remuneração vai existir. Mas o que foi discutido é, entre renovar e fazer uma nova licitação, qual seria a decisão mais adequada", pontuou.
A administração municipal já cortou unilateralmente o percentual da cláusula de lucro, mas as empresas recorreram ao Judiciário e venceram em duas instâncias - a dívida com a administração atual já chega a R$ 80 milhões, em valores atualizados.
A partir da decisão da abertura de nova licitação, a CMTU conduzirá o processo com um novo termo de referência e definirá se manterá essa taxa de lucro das empresas e com qual percentual, além da revisão dos lotes.
As propostas também serão submetidas à audiência pública. Ainda de acordo com Belinati, apesar do prazo de conclusão do plano de mobilidade ser de dois anos, haverá uma proposta de iniciar sua implantação juntamente com o novo contrato de concessão, já que a parte do plano referente ao transporte deve ficar pronta nos primeiros meses de 2019.
O prefeito afirmou que tão longo as novas empresas assumirem, a adequação ao plano evoluirá. "Hoje temos as medições mas não há estudo que mostra que o ônibus passa em tal local de 15 em 15 minutos, por exemplo. Às vezes está passando menos do que deveria, às vezes está passando mais do que deveria, isso pode encarecer o sistema". O itinerário das linhas também caberá ao plano com a organização do sistema. "A tendência é baratear o custo", opinou o prefeito. Mas Wilson de Jesus discordou e corrigiu que o plano mudará a forma de deslocamento, mas não necessariamente afetará a tarifa.
Questionado duas vezes sobre uma possível redução no custo da passagem de ônibus, Belinati foi evasivo: "O objetivo é fazer a menor tarifa possível com o melhor serviço prestado", limitou-se a dizer. (I.F. e L.F.W.)
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