Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin divulgou, na semana passada, uma lista que inclui 98 pessoas responsáveis pela gestão de recursos públicos. São oito ministros, três governadores, 24 senadores e 39 deputados federais, de diversos partidos políticos. Os pedidos para abertura de inquérito se baseiam em outra lista, a do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, feita a partir de delações de ex-executivos da Odebrecht. Mas como será que a lista "batom na cueca" que inclui políticos de quase todos os partidos foi vista pelo povão? NOSSODIA foi às ruas ver como o eleitorado está digerindo essas revelações e quais suas perspectivas sobre os dias que estão por vir.
Um escândalo atrás do outro na política. É assim que o vendedor aposentado Elizeu de Oliveira, 67 anos, encara a movimentação nas esferas política e econômica do País. Sobre a lista de Fachin, afirma que acompanha tudo com vergonha e é favorável a uma verdadeira limpa. "Tem que fechar aquele Congresso e começar tudo de novo. Talvez meia dúzia se salve e esse pouco ainda me deixa feliz. É o que resta", considera. Sobre os crimes cometidos, pensa: "Com a maioria com nome sujo e sem credibilidade, fica complicado". Por outro lado, o aposentado vê responsabilidade na postura dos próprios brasileiros: "Os políticos são reflexo da população. Muitos trocam o voto por um copo de cachaça e sou a favor do voto facultativo", opina.
A também aposentada Carmen Oshiro, 65 anos, não se conforma com a imagem negativa que os inocentes carregam. "Eu mesma já me desanimei. Muitos familiares foram para o Japão por causa da má administração do Brasil e quem é de fora não entende como aceitamos que ladrões administrem o País", desabafa. "Os nossos políticos são os piores ladrões do mundo porque tiram recursos da Saúde, da Educação, e o Rio de Janeiro é um exemplo da falência à qual podemos chegar", alerta.
Um escândalo atrás do outro na política. É assim que o vendedor aposentado Elizeu de Oliveira, 67 anos, encara a movimentação nas esferas política e econômica do País. Sobre a lista de Fachin, afirma que acompanha tudo com vergonha e é favorável a uma verdadeira limpa. "Tem que fechar aquele Congresso e começar tudo de novo. Talvez meia dúzia se salve e esse pouco ainda me deixa feliz. É o que resta", considera. Sobre os crimes cometidos, pensa: "Com a maioria com nome sujo e sem credibilidade, fica complicado". Por outro lado, o aposentado vê responsabilidade na postura dos próprios brasileiros: "Os políticos são reflexo da população. Muitos trocam o voto por um copo de cachaça e sou a favor do voto facultativo", opina.
A também aposentada Carmen Oshiro, 65 anos, não se conforma com a imagem negativa que os inocentes carregam. "Eu mesma já me desanimei. Muitos familiares foram para o Japão por causa da má administração do Brasil e quem é de fora não entende como aceitamos que ladrões administrem o País", desabafa. "Os nossos políticos são os piores ladrões do mundo porque tiram recursos da Saúde, da Educação, e o Rio de Janeiro é um exemplo da falência à qual podemos chegar", alerta.
‘Cada um olha o próprio umbigo’
Estudante de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Cauani Ferreira, 23 anos, considera que falta solidariedade aos brasileiros. "Cada um olha só para o próprio umbigo. Quem não é estudante, não se incomoda com os estudantes que não têm papel higiênico ou energia elétrica na UEL. Os mais jovens, por sua vez, não estão mobilizados com as mudanças na Previdência, e assim vai. Eu acredito que joguei meu voto no lixo, o governo estadual traiu os professores e o povo deveria se mobilizar sempre e não apenas quando sente o próprio calo ser apertado", dispara. "Deveríamos ser unidos e mudar", sugere.
O comerciante aposentado Genésio Simioni, 70 anos, avalia que a lista saiu tarde. "Demorou para divulgar e começar o processo. Nossa mudança é urgente. Fiz questão de assistir a três telejornais diferentes, assino a Folha de Londrina e considero que sou bem informado. Participo de grupos de discussão no WhatsApp e o sentimento é de descrença, principalmente no meu caso que vi a revolução de 1964 e criei muita esperança." Sobre o futuro e escolhas políticas, pensa: "A solução é procurar homens de boa índole, de boa formação e não políticos profissionais. Neste momento, vejo o João Dória, prefeito de São Paulo, como uma referência, pois se diz um empresário que cresceu com o trabalho. Eu, como praticante do civismo, tenho que fazer minha parte também e participar, ler e questionar", acrescenta.
Estudante de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Cauani Ferreira, 23 anos, considera que falta solidariedade aos brasileiros. "Cada um olha só para o próprio umbigo. Quem não é estudante, não se incomoda com os estudantes que não têm papel higiênico ou energia elétrica na UEL. Os mais jovens, por sua vez, não estão mobilizados com as mudanças na Previdência, e assim vai. Eu acredito que joguei meu voto no lixo, o governo estadual traiu os professores e o povo deveria se mobilizar sempre e não apenas quando sente o próprio calo ser apertado", dispara. "Deveríamos ser unidos e mudar", sugere.
O comerciante aposentado Genésio Simioni, 70 anos, avalia que a lista saiu tarde. "Demorou para divulgar e começar o processo. Nossa mudança é urgente. Fiz questão de assistir a três telejornais diferentes, assino a Folha de Londrina e considero que sou bem informado. Participo de grupos de discussão no WhatsApp e o sentimento é de descrença, principalmente no meu caso que vi a revolução de 1964 e criei muita esperança." Sobre o futuro e escolhas políticas, pensa: "A solução é procurar homens de boa índole, de boa formação e não políticos profissionais. Neste momento, vejo o João Dória, prefeito de São Paulo, como uma referência, pois se diz um empresário que cresceu com o trabalho. Eu, como praticante do civismo, tenho que fazer minha parte também e participar, ler e questionar", acrescenta.