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Corrida pelos direitos - Medo do escuro

09 jul 2015 às 09:55


Ninguém esconde que a iluminação precária do Jardim Olímpico assombra quem vive por lá. "Pra quem desce do ônibus de noite, principalmente", reclama a dona de casa Paula Carolina Fernandes Moura, 27 anos, que vive na altura do número 297 da avenida. "Eu moro aqui há quatro anos, não vou atrás porque acho que por mais que a gente se incomode, isso é só por Deus, mesmo." A dona de casa Crislaine Aparecida Theodoro, 19 anos, concorda. "Lá pra banda do Universitário é muito escuro. Não tem uma luz e de noite é aquele breu. Quem circula de bicicleta ou a pé, passa perigo", alerta. Por essas e por outras, a comerciante Luzanira de Fátima Silva, 58 anos, arreda o pé de seu estabelecimento assim que o relógio anuncia as sete badaladas. "De vez em quando tem uns apagões e fica escuro pra dedéu. Moro aqui há 15 anos e a iluminação é uma questão de segurança. Mas a gente vai levando, eu não reclamo porque acho que é perda de tempo, mas que é ruim é, ainda mais pra quem chega tarde da noite".

"Taxa de iluminação é cobrada em dia, né?"
Da igreja para casa, o aposentado Noel Pires Farias, 67 anos, reforça sua fé em Deus. "A iluminação é muito ruim. Moro aqui tem 15 anos, tem dia que só uma lâmpada tá funcionando e não dá pra entender mesmo". O também aposentado Marcelino Crispino de Azevedo, 76 anos mora há 25 anos na mesma casa no Jardim Olímpico. "Toda vida foi assim. Tô sem luz na porta de casa já nem sei há quanto tempo. Em compensação, a taxa de iluminação vem cobrada do mesmo jeito", observa. Voluntária em uma igreja entre o Jardim Avelino Vieira e o Olímpico, Nair Alves, 77 anos também se sente insegura quando faz o caminho de sua casa, na Rua Jorge Broboff, até a igreja no período noturno. Por isso, tudo o que pode, faz com a luz que Deus dá. "Ontem mesmo, falamos disso. É muito escuro." Em um episódio recente, a moradora do bairro, Jordana Costa Barbosa, 19 anos, conta que sua irmã chegou em casa muito assustada. "Minha irmã estuda à noite, vai e volta a pé e chegou em casa numa noite dessas colocando o coração pela boca porque um homem a seguiu", relata. (WV)

E o trecho sem iluminação?
De acordo com a gerência de iluminação da Secretaria de Obras da Prefeitura de Londrina, o trecho sem iluminação que compreende as ruas Kiyofume Marioka e Mauro Feu Figueiras, uma continuação da Avenida Maratona, pertence a uma loteadora e a documentação está em fase de aprovação. Assim que a loteadora estiver com as obrigações em dia, a iluminação será implantada. (WV)


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