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CÓRREGO BOM RETIRO - Sem ponte, moradores ‘entram pelo cano’

27 nov 2016 às 22:53

Pedido antigo da comunidade da área central de Londrina, a construção de uma ponte sobre o córrego Bom Retiro não tem ao menos um projeto. Enquanto isso, moradores se arriscam para ir da Vila Marísia para a Vila Rica, entre as ruas Manoel de Oliveira Branco e Brasílio Machado. Pra lá de perigosa, a travessia já fez diversas vítimas, que caminham sobre tubulações para chegar ao outro lado. Nas últimas semanas, um homem de 53 anos perdeu o equilíbrio e despencou para o fundo do córrego. Ele bateu com a cabeça nas pedras e foi parar no hospital.
"Este lugar é perigoso, mas os moradores não têm outra opção, né. A passagem mais próxima seria pela BR-369 ou pela avenida Ermelindo Leão, a uns 500 metros de distância", diz o pedreiro Nelson Alberto da Silva. A falta de uma ponte, segundo o pedreiro, pode já ter causado uma tragédia na região. "Várias pessoas se machucaram aí. Crianças, grávidas, idosos, as pessoas vão de um bairro para outro a caminho de igrejas, postos de saúde, escolas, creches, e acabam se desequilibrando e caindo no córrego. Uma pessoa, se não me engano uma criança, morreu afogada após cair nesta água", revela ele.
O coletor de resíduos Marcelo da Silva ressalta que na época de fortes chuvas o córrego chega a transbordar. "O nível do córrego sobe demais. Quando isso acontece, a água ultrapassa os tubos e a travessia fica mais complicada. A correnteza leva tudo o que encontra pela frente", diz Silva, que mora ao lado.
Em busca de informações sobre a construção de uma ponte, a reportagem também ouviu o secretário municipal de Obras, Walmir Matos. Ele afirma que ainda não tinha sido comunicado do problema e admite que não há um projeto para o local. Mas se encarregou de avaliar a situação na região em breve.

Fotos: Paulo Monteiro

A tubulação exposta é o elo mais à mão entre as duas vilas: passagem mais próxima ficsa a 500 metros de distância

Resgate complicado
Devido ao local ser de difícil acesso, íngreme, coberto por pedras soltas, vegetação e água, Edmar Lobo Melo precisou ser socorrido pelo médico do Samu e resgatado pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a tenente Luana da Silva Pereira, para realizar o resgate o Corpo de Bombeiros deslocou um caminhão com aparato especializado.
Depois dos primeiros socorros no local, a vítima, que sofreu um profundo corte na região da cabeça, foi estabilizada na ambulância e levada para o Hospital Universitário (HU). De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, a vítima estaria embriagada (informação também confirmada pelos Bombeiros) quando chegou ao pronto-socorro. Melo sofreu traumatismos na região da cabeça e outras partes do corpo, permaneceu internado durante o dia, mas não corria risco de morte. (P.M.)


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