Ninguém representa melhor a reconstrução do Londrina dentro de campo nos últimos anos do que o zagueiro Silvio. Prestes a iniciar a sua sexta temporada seguida no clube, o polivalente jogador viveu do drama da Divisão de Acesso em 2011 até o apogeu da volta à Série B, no ano passado.
Aos 27 anos, o sergipano de Aracaju adotou Londrina como sua segunda casa e hoje é uma das peças mais importantes do elenco alviceleste e tem o respeito por parte da torcida. Acostumado a vitórias e conquistas no clube, Silvio sabe que o segredo do sucesso é não se acomodar e buscar sempre mais.
"Foram anos vitoriosos com uma sequência de conquistas e por isso essa longevidade. Mas com isso a responsabilidade aumenta e temos que continuar vencendo e agregando títulos e acessos ao clube. O calendário é maior este ano e os objetivos também precisam ser", apontou o jogador que já atuou como volante e lateral. "O segredo é não se acomodar e achar que está bom. Continuar se preparando bem e manter a obstinação pela vitória porque temos coisas maiores para serem conquistadas".
Os títulos da divisão de acesso, do interior (2013 e 2015), do Paranaense em 2014 e ainda os acessos para as séries C e B são na visão do zagueiro o que proporcionou a sua permanência por tanto tempo no clube. Ao longo desses anos, Silvio chegou até a jogar em outros lugares e a receber propostas, mas o projeto traçado no Londrina sempre o fez voltar. "Eu gosto muito daqui. A cidade é boa, o clube tem estrutura e honra com seus compromissos. Apareceram algumas coisas para sair, mas quando você coloca tudo na balança, prefiro ficar. Hoje tenho o respaldo do treinador, dos companheiros e da presidência", frisa o atleta, que tem mais de 150 jogos com a camisa alviceleste.
Titular absoluto da zaga, Silvio acredita que a boa relação com a torcida se construiu justamente por ter passado junto com ela momentos tão difíceis, dentro e fora de campo. "Vivi os opostos, quando joguei pela primeira vez em 2009 e depois com a gestão do Sérgio (Malucelli), em que o cenário mudou. Vivemos juntos as conquistas e também os sofrimentos", revela. "Sempre fui abraçado nos momentos difíceis. E isso dá forças para continuar dando o meu melhor para honrar esta camisa. Tenho sido muito abençoado aqui, não só em matéria, mas também em questão de afeto e sentimento das pessoas". (L.F.C.)
O técnico Claudio Tencati tem apenas duas dúvidas no meio-campo para escalar o Londrina para a estreia do Paranaense, no domingo, diante do PSTC, no Estádio dos Pássaros, em Arapongas. O treinador ainda busca quem será o segundo volante e o meia armador.
Jumar, Bidía e Anderson disputam uma vaga para jogar ao lado de Germano, e Netinho, Marcinho, Jean e Paulo Roberto brigam para ser o companheiro de Rafael Gava. "O Bidía é um jogador dinâmico e ainda preciso dar uma encaixada no posicionamento entre o Germano e o Jumar. O Anderson ainda está melhorando a parte física e por isso vou analisar e treinar com ambas as formações para decidir", comentou o comandante alviceleste.
Quem conquistou a confiança do treinador foi o atacante Wellisson. O artilheiro do time sub-20 no ano passado será o companheiro de Bruno Batata no domingo. "É o aproveitamento nos treinamentos que me dá referência para decidir quem joga. E o Wellisson, em praticamente todos os treinos táticos e coletivos, tem feito gols. O aproveitamento é quase que de 100%. Isso passa confiança para ele e para os companheiros e ele tem tido isso, o faro do gol", ressaltou Tencati.
No treino tático realizado no sábado a tarde, o time titular foi formado por Marcelo, Romário, Silvio, Luizão e Paulinho; Germano, Bidía, Rafael Gava e Paulo Roberto; Bruno Batata e Wellisson. (L.F.C.)
O Londrina fará mais dois treinos esta semana em Arapongas para que os jogadores se adaptem ao gramado do Estádio do Pássaros, palco dos primeiros jogos oficiais do clube em 2016. Com o campo com dimensões menores do que o do Estádio do Café, os atletas sabem que as características das partidas também serão diferentes.
"Vai mudar sim. Estamos acostumados a jogar em um campo maior, mas temos que nos adaptar porque é o que temos hoje. O nosso time é técnico e enfrentamos equipes fechadas, se já era difícil no Café vai ficar ainda mais complicado aqui", frisou o zagueiro Silvio. O LEC fez até agora apenas dois treinamentos no local.
Além do posicionamento em campo, o técnico Claudio Tencati ressaltou que é necessário se familiarizar com outros setores do estádio para amenizar os efeitos da mudança. "É a mesma coisa quando você muda de cidade e de casa. Temos que nos ambientar com o vestiário, o gramado, o ambiente do campo, o espaço físico. Como ele é um campo menor tem que adaptar a forma de jogar para o time não ficar encolhido. É preciso saber usar bem as dimensões para termos um jogo limpo e evitar que a partida fique truncada e difícil em função do nosso posicionamento", apontou o treinador. (L.F.C.)