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CONTINUAMOS ACREDITANDO - ‘Não é hora de jogar a toalha’

Diego Prazeres e André Bueno
Grupo Folha
03 nov 2016 às 08:47

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Ricardo Chicarelli
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O empate contra o Paysandu não estava nos planos de ninguém. O Londrina contava com a vitória para voltar ao G4, mesmo correndo o risco de sair de novo com o complemento da 34ª rodada. A torcida confiava tanto que foi ao Estádio do Café em número maior do que o registrado nos últimos jogos: 8.520 pessoas no total.
Mas dentro de campo o Tubarão, como já virou praxe nos jogos em casa, não conseguiu ser letal a ponto de transformar em gols as chances que criou. Ou melhor, até transformou, justiça feita. No entanto, na única vez em que bola foi para a rede do Papão, em cabeceio de Itamar no segundo tempo, a arbitragem papou o gol, acusando um impedimento que não existiu.
Depois disso, a outra grande oportunidade foi desperdiçada por Jô, que praticamente embaixo do gol, com goleiro e zagueiros vencidos, mandou a bola no travessão, lance digno do "Inacreditável Futebol Clube". No final do jogo, as vaias da torcida indicaram que o zero a zero foi desastroso.
Para o técnico Cláudio Tencati, não é hora de jogar a toalha. "Temos que continuar acreditando, apoiar o time e vamos continuar brigando pelo acesso. Contra o Paysandu não faltou empenho dos jogadores, demos o nosso melhor e vamos continuar acreditando no acesso", afirmou.
O LEC terá mais duas oportunidades de mostrar quem é que manda em casa e assim continuar brigando rodada a rodada pelo acesso nesta reta final de Série B. E são jogos duríssimos, contra dois dos três melhores times do campeonato no momento.
Na próxima terça-feira, encara o líder Atlético-GO, às 21h30, pela 35ª rodada, e na penúltima rodada vai receber o Avaí, terceiro colocado, dia 19, um sábado. Fora, terá pela frente duas equipes praticamente já rebaixadas: o lanterna Sampaio Corrêa, em jogo que foi transferido do dia 11 (sexta-feira) para 12 (sábado), em São Luís, e na última rodada o Bragantino (17º), dia 26, em Bragança Paulista. Nas contas da comissão técnica, faltariam mais 9 pontos em 15 por disputar para o Londrina chegar lá.

Fim de semana de secar Avaí, Náutico e Bahia
E já que não entra em campo neste final de semana, o Tubarão e os londrinistas terão como tarefa "secar" seus concorrentes mais diretos na briga pela vaga à Série A. O Avaí (3º colocado, com 55 pontos) recebe o Paraná às 19h30 neste sábado, na Ressacada, em Florianópolis, enquanto o Náutico, quarto, com 54, e duas vitórias a mais do que o Londrina, encara o CRB também no sábado, às 17h30, em Maceió. O time alagoano tem 49 pontos e possui chances remotas de acesso, o que torna o duelo para ele decisivo.
Já o Bahia, em sexto, com 53, enfrenta nesta sexta-feira o Vila Nova, às 21h30, em Goiânia, com o desafio de melhorar seu desempenho fora de casa. Com apenas duas vitórias longe de Salvador, o Esquadrão Tricolor é um dos piores visitantes da Série B.
No Avaí, o técnico Claudinei Oliveira tem problemas para armar a equipe, principalmente no ataque. O ex-santista William "Batoré" e seu substituto imediato, Lucas Coelho, sofreram lesões sérias e devem desfalcar o time catarinense até o final da competição. Wiliam teve lesão muscular na coxa esquerda contra o Vasco, enquanto Coelho sofreu lesão ligamentar no joelho direito. Ambos correm o risco de ficar até quatro jogos fora. Faltam cinco para o fim da Série B. Outro desfalque contra o Paraná é o volante Luan, suspenso.
O Náutico, de Givanildo Oliveira, também joga desfalcado em Goiânia. São três ausências: o lateral-esquerdo Gaston, o volante Rodrigo Souza e o atacante Bergson. O treinador sinalizou ontem que Tiago Adan, atacante com passagens pelo Arapongas e Atlético-PR, deve ser o substituto de Bergson para atuar ao lado de Rony, o artilheiro do Timbu na competição, com 10 gols. Mateus Miller entrará em lugar de Gaston na esquerda, enquanto Negretti substituirá Rodrigo Souza no meio.
Já o Bahia pode ter mudanças em Maceió, mas por questões técnicas. Guto Ferreira, que em Salvador virou o "Gordiola", pode promover a titular o meia Régis e o atacante Victor Rangel, decisivos na virada sobre o Ceará no último sábado. Renato Cajá e Wesley Natã correm o risco de perder seus lugares.
(D.P. e A.B.)


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