Desde o final de julho, a ocupação do espaço público por três contêineres tem chamado a atenção de quem trafega pela rua Piauí, entre a Rio de Janeiro e a Senador Souza Naves. Um deles, posicionado na altura do Condomínio Centro Comercial ocupa três das vagas de estacionamento da Zona Azul. Poderia ser duas vagas se não houvesse desleixo na hora de posicionar o trambolhão. O segundo está na Praça Primeiro de Maio e o outro na rua de paralelepípedo, chamada Maestro Egídio do Amaral. Todos bem próximos um do outro. Do ponto de vista dos leitores que procuraram o jornal, as vagas fazem falta, sobretudo por conta do tempo concedido para os compartimentos, os quais servirão para o armazenamento de peças dos elevadores do Centro Comercial e que serão trocados. Um aviso em cada uma das três estruturas destaca que há autorização para a interdição, bem como a posição, tempo de uso e fim a qual se destina. O síndico do condomínio, o aposentado Herondino Mariano, 79 anos, já está cansado de explicar a situação para a imprensa e desabafou ao NOSSODIA. Disse que houve uma reunião com uma comissão de moradores para que se chegasse a essa definição, assim como os órgãos competentes foram consultados e, segundo ele, está tudo certinho. "Lamentavelmente, não fui eu que escolhi o lugar e a reforma é necessária". Questionado sobre a possibilidade de a troca ser feita por etapas - a exemplo de um condomínio na mesma via que levou 45 dias para cada não gerou os transtornos como nesse caso, explicou: "Tivemos que trocar de uma vez porque foi preciso juntar todo o dinheiro". Ao todo, serão trocados os seis elevadores devido à ação do tempo e tendo em vista equipamentos mais modernos e seguros. (Redação/NOSSODIA)
CMTU responde
Questionada, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) respondeu por meio de nota: "O condomínio Centro Comercial contratou a empresa Atlas Schindler para fazer a manutenção dos elevadores instalados nas torres. Como se trata de equipamentos muito antigos, com idade na casa dos 60 anos, a responsável pela obra emitiu laudo informando ser necessário trocar integralmente os dispositivos. Dessa forma, os responsáveis entraram em contato com a CMTU para solicitar a utilização do espaço público durante as atividades, segundo as especificações da Atlas. A ideia dos solicitantes era ocupar todas as vagas de estacionamento em frente ao conjunto de prédios. Mas para evitar a eliminação dos espaços reservados aos veículos, a CMTU, em respeito às legislações em vigor e após reunião, vistoria e pareceres envolvendo o setor de trânsito da companhia, a Epesmel e a Secretaria de Cultura, definiu pela autorização para instalação dos contêineres em 3 locais próximos: um nas vagas de Zona Azul na rua Piauí, outro na rua Maestro Egídio do Amaral, perto do Centro Cultural Sesi, e outro onde funcionava a antiga Banca do Tito – recuo da Concha Acústica. Na decisão, os órgãos avaliaram o impacto causado no trânsito e também levou em consideração a necessidade das centenas de moradores que habitam o Centro Comercial. Devido à idade avançada dos elevadores, a substituição dos equipamentos foi entendida como questão de segurança. No parecer da Atlas, o tempo estimado para a conclusão das obras foi de 540 dias. No entanto, para causar menos impacto ao trânsito do entorno, a CMTU emitiu autorização para 365 dias. O valor cobrado referente ao uso e ocupação do solo ficou em R$ 3.422,88, calculados segundo o Código Tributário do Município para a modalidade Outras Ocupações, como é o caso dos contêineres. Para chegar a esse montante foi considerada a taxa de R$ 47,54 o metro quadrado por ano. Para efeitos de cálculo foram levados em consideração 3 contêineres com 24 m² cada".