Já não basta tirar o saleiro da mesa, é preciso maneirar também no consumo do açúcar para ter mais qualidade de vida. Esse é um dos motes da campanha do Ministério da Saúde que busca, não amargar a vida do brasileiro, mas esclarecer sobre a importância do consumo moderado de açúcar, sobretudo por esse ingrediente estar presente, em grandes quantidades, em diversos itens industrializados e que fazem parte da alimentação do brasileiro, como o refrigerante, por exemplo. Na França, os chamados refis oferecidos por lanchonetes foram proibidos e ainda que não chegue à proibição, o Brasil pretende conscientizar ao máximo a população sobre os malefícios do excesso de tanto açúcar no organismo. A campo, reportagem do NOSSODIA traz o depoimento de leitores que conseguem driblar o desejo por doces, outros que nem tanto e o parecer de uma nutricionista com orientações para tornar as refeições do dia a dia mais saudáveis com substituições inteligentes - e que não tiram o doce da vida.
Um salgado e um refrigerante foram a escolha da dona de casa Zenita Batista Martins, 48 anos, para a hora do almoço. A passeio em Londrina, a moradora de Jaguapitã diz que controla o consumo de açúcar e refrigerantes. "Mas hoje estou a passeio, vim fazer compras e por ser um dia especial, me permiti um agradinho." Mas confessa: "Sei que estou meio relaxada e preciso me cuidar, afinal de contas, saúde é tudo na vida", reflete. A auxiliar de cozinha Juliana Campos Martins, 28 anos, mora no jardim Maracanã com o marido e o filho de 10 anos. Chegada no açúcar, diz que tem dificuldade para resistir ao chocolate, principalmente. "Faço exames periodicamente e sei que está tudo bem. Fico feliz porque meu filho não liga nada pra doce. Não come bolacha recheada, quando toma suco é natural e não pede refrigerante", comemora.
Considerados fonte de prazer por muitos, os doces até destacam-se feito miragem na lanchonete em que a atendente Yolinda Irmer, 49 anos, trabalha. "Torta de limão, mousse de maracujá, torta holandesa, pudim, pavê de amendoim, bolo trufado, bombons, torta alemã", enumera. De dar água na boca, a vitrine tem clientela fiel. Segundo Irmer, 99% da freguesia é feminina. "Elas se jogam no doce e dizem que nos dias de TPM é que a vontade bate mesmo", conta. Do outro lado do balcão, a atendente também exclui-se do time dos fascinados pelo açúcar. "Não ligo mesmo e na hora de tomar café, quebro o amargo do expresso com apenas metade do sachê. Estou regrada", orgulha-se.
Yolinda: "Precisa moderar mesmo, mas nem todo mundo consegue"
Um salgado e um refrigerante foram a escolha da dona de casa Zenita Batista Martins, 48 anos, para a hora do almoço. A passeio em Londrina, a moradora de Jaguapitã diz que controla o consumo de açúcar e refrigerantes. "Mas hoje estou a passeio, vim fazer compras e por ser um dia especial, me permiti um agradinho." Mas confessa: "Sei que estou meio relaxada e preciso me cuidar, afinal de contas, saúde é tudo na vida", reflete. A auxiliar de cozinha Juliana Campos Martins, 28 anos, mora no jardim Maracanã com o marido e o filho de 10 anos. Chegada no açúcar, diz que tem dificuldade para resistir ao chocolate, principalmente. "Faço exames periodicamente e sei que está tudo bem. Fico feliz porque meu filho não liga nada pra doce. Não come bolacha recheada, quando toma suco é natural e não pede refrigerante", comemora.
Considerados fonte de prazer por muitos, os doces até destacam-se feito miragem na lanchonete em que a atendente Yolinda Irmer, 49 anos, trabalha. "Torta de limão, mousse de maracujá, torta holandesa, pudim, pavê de amendoim, bolo trufado, bombons, torta alemã", enumera. De dar água na boca, a vitrine tem clientela fiel. Segundo Irmer, 99% da freguesia é feminina. "Elas se jogam no doce e dizem que nos dias de TPM é que a vontade bate mesmo", conta. Do outro lado do balcão, a atendente também exclui-se do time dos fascinados pelo açúcar. "Não ligo mesmo e na hora de tomar café, quebro o amargo do expresso com apenas metade do sachê. Estou regrada", orgulha-se.
Yolinda: "Precisa moderar mesmo, mas nem todo mundo consegue"
Nutricionista alerta sobre excesso de sal e açúcar na alimentação
Para aqueles que se assumem verdadeiras formigas, a nutricionista Bruna Fedrigo lembra que no mercado há diversos tipos de açúcares mais saudáveis. "Algumas dicas para substituição do açúcar branco é o açúcar de coco, demerara, e o mascavo, mesmo estas opções sendo ricas em nutrientes, o consumo deve ser moderado, por serem bastante calóricos. Se a opção for açúcar, quanto mais escuro e bruto, melhor. "Também podemos contar com alguns adoçantes naturais, como o stevia e o xilitol, não possuem calorias mas mantém o sabor doce", aponta. Bruna faz um alerta sobre os males do açúcar: "O consumo excessivo de açúcar, pode ocasionar doenças como obesidade, diabetes, ansiedade, déficit de atenção, cáries, entre outras. O açúcar acaba ‘bagunçando’ o sistema hormonal, isso leva a sentir vontade de comer mais doces, provocando deficiências e acentuando ainda mais o exagero pelo consumo. Estudos comprovam que o açúcar é a maior causa de gordura hepática, que provoca resistência à insulina. Isso, por sua vez, acaba gerando a síndrome metabólica, que nos dias atuais é vista como o maior precursor de doenças cardíacas, diabetes e câncer."
Acerca da campanha do Ministério da Saúde, a nutricionista considera relevante e em relação ao refrigerante, mas lembra a quantidade de sódio presente na bebida. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo de 5 gramas de sal no máximo por dia. Uma estratégia, além de evitar o excesso do consumo de sódio é verificar o rótulo dos alimentos e optar por aqueles que tem menor teor", ensina. (W.V.)
Para aqueles que se assumem verdadeiras formigas, a nutricionista Bruna Fedrigo lembra que no mercado há diversos tipos de açúcares mais saudáveis. "Algumas dicas para substituição do açúcar branco é o açúcar de coco, demerara, e o mascavo, mesmo estas opções sendo ricas em nutrientes, o consumo deve ser moderado, por serem bastante calóricos. Se a opção for açúcar, quanto mais escuro e bruto, melhor. "Também podemos contar com alguns adoçantes naturais, como o stevia e o xilitol, não possuem calorias mas mantém o sabor doce", aponta. Bruna faz um alerta sobre os males do açúcar: "O consumo excessivo de açúcar, pode ocasionar doenças como obesidade, diabetes, ansiedade, déficit de atenção, cáries, entre outras. O açúcar acaba ‘bagunçando’ o sistema hormonal, isso leva a sentir vontade de comer mais doces, provocando deficiências e acentuando ainda mais o exagero pelo consumo. Estudos comprovam que o açúcar é a maior causa de gordura hepática, que provoca resistência à insulina. Isso, por sua vez, acaba gerando a síndrome metabólica, que nos dias atuais é vista como o maior precursor de doenças cardíacas, diabetes e câncer."
Acerca da campanha do Ministério da Saúde, a nutricionista considera relevante e em relação ao refrigerante, mas lembra a quantidade de sódio presente na bebida. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo de 5 gramas de sal no máximo por dia. Uma estratégia, além de evitar o excesso do consumo de sódio é verificar o rótulo dos alimentos e optar por aqueles que tem menor teor", ensina. (W.V.)