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Conscientização - Parada LGBT leva 5 mil pessoas às ruas

03 set 2017 às 20:56

A 1ª Parada Cultural LGBT de Londrina transformou as ruas centrais da cidade em uma grande festa neste domingo (3) para chamar a atenção da sociedade sobre a importância do respeito à diversidade. Cerca de cinco mil gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros, travestis, transexuais e simpatizantes se reuniram para dançar, cantar e se divertir, sempre reforçando o tema "Que nosso amor seja maior que o teu medo de amar". "Nós queremos mostrar que existimos e estamos aqui para distribuir amor, mostrando o que temos de melhor em nós, que é nosso amor e nossa sensibilidade", disse a drag queen Melissa Star, apresentadora do evento.
Uma das organizadoras do evento, idealizado pelo Movimento Construção, Poliana Santos, destacou a importância de se ter uma força de resistência em um momento em que a sociedade enfrenta tantos retrocessos. "A gente vive um momento atual não só no País e em Londrina, mas também no mundo, em que o conservadorismo, a intolerância têm se feito muito presente e essa parada, por exemplo, é um movimento de resistência, de dizer que somos plurais, completamente diferentes uns dos outros, mas podemos viver em sociedade", disse.
Enquanto os manifestantes se aglomeravam em torno do trio elétrico que comandou a parada, cobrando mais respeito e tolerância, do alto de alguns prédios do Calçadão moradores arremessavam água, cascas de banana e ovos. O público, no entanto, decidiu revidar com bom humor e pediu que os ovos fossem fritos antes de serem atirados das janelas.
Aos intolerantes, a presidente da Associação Mães pela Diversidade, de Maringá (Noroeste), Margot Jung, fez questão de lembrar que os LGBTs têm pais e mães e que é preciso que haja um fortalecimento dos familiares de gays, lésbicas e transgêneros para que colaborem no enfrentamento do preconceito, da repressão e da violência praticada por quem não aceita e não consegue conviver com a orientação sexual do outro. "Temos que apoiar nossos filhos e filhas para mostrar que existimos e precisamos ter direitos iguais aos de todas as outras pessoas, já que temos os mesmos deveres." (Simoni Saris/Grupo Folha)


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