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CONQUISTA INÉDITA - Meninos de ouro

21 ago 2016 às 23:32

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Divulgação/CBF
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O Brasil conquistou finalmente no sábado o único título que faltava ao seu futebol, o de campeão olímpico, numa final dramática contra a Alemanha, vencida apenas na última cobrança de pênalti. Coube a Neymar, o craque do time, capitão e que havia feito da medalha de ouro quase uma questão de honra. A vitória por 5 a 4 nas penalidades após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação coroa uma equipe jovem, que pode representar um futuro vencedor para o futebol brasileiro. O título é também uma recompensa a um técnico até então desconhecido, Rogério Micale, que se propôs a respeitar as características e a essência do futebol brasileiro. O jogo bem jogado, ousado, ofensivo. Após decepções seguidas como a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na Copa de 2014, e participações desastrosas em Copas Américas, o Brasil volta a conquistar um título de peso. "O campeão voltou", celebrou a torcida que lotou o Maracanã. As três bolas que a Alemanha acertou no travessão no primeiro tempo servem para dar a dimensão do quanto o jogo foi difícil para a seleção brasileira. O time de Horst Hrubesch confirmou o que se esperava: é muito bem armado, entrosado, frio e perigoso ao atacar e ainda mais ao contra-atacar. O Brasil saiu na frente com um gol de falta de Neymar. A invencibilidade do goleiro Wéverton acabaria aos 13 minutos da etapa final, após jogada alemã pela direita do ataque, com bastante espaço, e um cruzamento rasteiro para a área onde Meyer, livre de marcação, bateu firme para empatar. A jogada que terminaria em gol aconteceu depois de mais um erro na saída de bola do time brasileiro.
A prorrogação foi truncada e os jogo foi para as penalidades. Após quatro cobranças perfeitas de cada seleção, Weverton pegou a bola de Petersen. Na sequência, Neymar garantiu o ouro, colocou o Brasil na história da Olimpíada e entrou para a história do futebol brasileiro. (Agência Estado)

Divulgação/CBF
Divulgação/CBF

Da Lusinha ao ouro inédito
De técnico estreante na base da Portuguesa Londrinense até o inédito ouro olímpico, Rogério Micale construiu uma carreira ainda curta, mas na qual chama a atenção pelo bom trabalho com jovens jogadores. Desde 1999, quando passou pelos juvenis e juniores da Lusinha, foi ao Londrina Junior Team, voltou para a equipe principal da Portuguesa e dirigiu o sub-20 do Londrina. Soteropolitano de nascimento, ele começou como goleiro nas categorias de base do Londrina e adotou a cidade. Teve uma carreira curta dentro de campo, pelo LEC e pelo Apucarana, até trocar a chuteira pelo boné de treinador. Mostrou-se competitivo e trabalhador, características importantes para ganhar a confiança dos jogadores e de dirigentes. Porém, foi com o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2008, com o Figueirense, que se destacou. Assumiu então o Atlético Mineiro, com o qual ganhou duas Copas Belo Horizonte de Futebol Junior, até ser chamado para comandar a seleção brasileira sub-20 em 2015. Com o vice-campeonato da Copa do Mundo da categoria em 2015, vencida pela Sérvia, na Nova Zelândia, credenciou-se para manter o trabalho nos Jogos do Rio-2016, escolha que se mostrou de ouro. (Grupo Folha)


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