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CONFRONTO NA ZONA NORTE - Morto por GM tinha sido preso por tráfico

Celso Felizardo
Grupo Folha
21 jul 2016 às 08:57

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Um homem de 23 anos morreu em uma tentativa de assalto a uma farmácia na noite desta terça-feira, na Avenida Lúcia Helena Gonçalves Viana, no Jardim Pacaembu (zona norte de Londrina). Ele e um comparsa anunciaram o assalto, mas foram surpreendidos por um guarda municipal que estava em horário de folga.
Após troca de tiros, o assaltante foi baleado no peito. Mesmo ferido, ele conseguiu correr por cerca de três quadras. No entanto, caiu próximo à esquina da Rua Luiz Picelli. O Siate foi acionado, mas ele morreu no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina. Mais tarde, o IML identificou o rapaz, que usava tornozeleira eletrônica, como Vitório Américo Caçador Sodré. O comparsa, que não estava armado, conseguiu fugir após roubar um carro nas proximidades.
Funcionários da farmácia relataram que os dois se aproximaram com as cabeças cobertas pelos capuzes dos moletons. "O que estava armado estava com uma blusa vermelha e o parceiro dele, com uma branca. De longe já suspeitamos da atitude deles. Quando eles chegaram, já mostraram a arma e anunciaram o assalto", contou um funcionários, que preferiu não se identificar. Segundo ele, os assaltos na região se tornaram frequentes nos últimos meses. "Antes não tinha tanto assalto aqui. Agora é direto. Além da gente, o posto de combustíveis e a oficina que ficam aqui perto são os mais visados", lamentou.

Polícia Civil investiga
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso. O supervisor da Guarda Municipal (GM) de Londrina, Nerildo Medeiros, informou que abriu um processo disciplinar interno para apurar os fatos. O guarda municipal será afastado do patrulhamento e passará a atuar em serviços administrativos. "Durante este tempo, ele também receberá acompanhamento psicológico, como determinam as normas da Polícia Federal", explicou Medeiros.
O supervisor comentou que o caso será apurado pela corregedoria, mas que, a princípio, o agente agiu em conformidade com sua função. "Antes de atirar, ele deu voz de abordagem ao assaltante, que reagiu com vários disparos. O revide só poderia ser este, até mesmo para preservar a vida de outras pessoas que estavam no estabelecimento", analisou. O supervisor lembrou que os guardas podem andar armados mesmo durante as folgas.
Fundada em 2009, a Guarda Municipal só passou a usar armamento letal a partir de dezembro de 2015. Este é o primeiro caso de morte em confronto envolvendo um guarda municipal. Medeiros contou que outras situações de troca de tiros já foram registradas, mas nenhum suspeito havia sido alvejado.
Atualmente, do total de 365 guardas municipais, mais de 90% do efetivo está armado. Segundo o supervisor, apenas 27 agentes que se formaram recentemente ainda não obtiveram o porte de arma. O curso de tiro ministrado pela Polícia Militar tem carga horária de 160 horas e duração de aproximadamente dois meses. (C.F.)


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