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Com diálogo, família faz concessão vigiada

30 mai 2018 às 21:18
Para a estudante Thaís Lemos, 19 anos, estar com a turma era sinônimo de montar o narguilé e compartilhar essências. Incomodada com o hábito, o compartilhamento e a falta de regras, a mãe da jovem, a gerente comercial Suzilene Lemos, 44 anos, decidiu conversar e propor um acordo. "Na verdade eu sempre fui contra e ainda sou. Primeiro conversei com o médico dela, pois é portadora de lúpus e eu temia que a exposição ativasse ou piorasse o quadro dela. Mas o médico disse nenhum jovem deveria usar", relata. "Diante disso, procurei acalmar meu coração e comprei, como ela me pediu o equipamento de aniversário. Ela aceitou usar só no fim de semana e que só ela usaria. Percebemos que sem a proibição, houve harmonia e ela não se expõe a doenças como gripes, herpes, tuberculose e hepatite", fala aliviada. "Percebi também que a febre pelo uso passou e acontece até de, por preguiça de montar tudo, até desiste de fumar", observa. Além do uso em casa em com amigos, a filha de Suzilene também já esteve em espaços que fazem a locação do equipamento e vendem as essências. "Os jovens consideram que seja um ambiente atrativo. Tem música, pessoas bonitas, bebidas e as tabacarias ou casas especializadas sabem como conduzir os jovens", cita. Interessada em compreender o gosto pelo narguilé, Suzilene descobriu que não é tragado como cigarro e as essências favoritas das filhas são as cítricas e as mentoladas. "Preferem também a essência que é feita de carvão de coco, considerada menos prejudicial", acrescenta. "Conheço adultos, bem crescidinhos, casados e com filhos, que fumam diariamente e o vício se assemelha ao do cigarro", lamenta. "Bem, pelo menos vejo que minha filha e muitos amigos estão mais conscientizes. Brincam de fazer bolinhas com a fumaça, fazem do narguilé algo a mais no encontro, mas não são dependentes. Vejo como algo recreativo e consciente. Mas preferia mesmo que parasse de vez", diz. (W.V.)

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