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COLÉGIO JOÃO SAMPAIO - Sem muro, furtado, pichado e no meio do mato

18 dez 2016 às 21:51


Tomado pelo mato alto, sem muro, manchado por pichações, alvo de invasões e furtos. O colégio estadual João Sampaio, localizado na Vila Yara, zona leste de Londrina, enfrentou inúmeros problemas, mas o esforço de alunos e professores não deixou que o ensino fosse prejudicado em 2016. Sem recurso público, para que os mais de 430 estudantes encontrem um ambiente melhor no dia 13 de fevereiro de 2017, no retorno às aulas, o colégio precisa da colaboração dos vizinhos.
"O muro da rua Araguari foi derrubado. Acredito que foi um ato de vandalismo. Um tapume foi improvisado no lugar, mas a estrutura frágil não impede a invasão de vândalos nos fins de semana. Tivemos também inúmeros problemas com pichações nos últimos tempos, além de furtos dos fios e câmeras de vigilância, que, inclusive, interromperam o fornecimento de energia elétrica", relembra Josy Neves, diretora do colégio.
Segundo ela, os problemas se repetem desde o mês de setembro. "Estamos inseridos em um momento de instabilidade social muito grande. Em contrapartida, alunos e professores do próprio colégio se reuniram e fizeram diversos reparos na estrutura. Pintaram os muros, as salas, os banheiros. Conseguiram conservar o espaço interno de educação, evitando assim que o ensino fosse prejudicado por causa dos tantos atos de vandalismo que sofremos durante o ano", destaca.

‘Parece que está abandonado’
O comerciante Renato Alves Moraes falou da impressão ao visualizar o espaço em volta do colégio João Sampaio. "Parece que está abandonado, né. Olha a altura desse mato", aponta ele. "Tanto no lado de dentro, quanto no lado de fora da escola. É mais alto que muitas pessoas adultas. Ladrão e animal podem se esconder facilmente aí."
"Recebemos em 2016 uma verba do Estado para a manutenção do prédio, porém ela acabou e não temos condições financeiras. Infelizmente, dependeremos do próximo recurso estadual para cortar o mato e realizar os consertos. A verba só deve ser novamente enviada em março de 2017", reforça a diretora Josy Neves. "Apesar desse matagal todo, que cresce muito rápido nessa época do ano, dedetizamos o espaço escolar pelo menos duas vezes por ano. O que não permite que insetos e outros bichos invadam o colégio", acrescenta ela.
Como a direção não possui recursos para realizar a roçagem em volta do colégio, Josy Neves faz um apelo aos pais de alunos e moradores da Vila Yara. "A comunidade pode voluntariamente colaborar com nossa escola, seja cortando o mato ou realizando outra benfeitoria. Basta entrar em contato pelo telefone 3321-7663 ou vir até a rua Flamengo, 162. Estaremos em recesso escolar entre 26 e 30 de dezembro. Mas retornaremos no dia 1° de janeiro de 2017." (P.M.)


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