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Coincidências da vida - Mato alto é cortado após NOSSODIA cobrar CMTU

17 dez 2017 às 20:59

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Walkiria Vieira
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Já pensou ter que caminhar no meio de uma avenida movimentada como a Duque de Caxias porque a calçada está tomada de mato alto? Pois é o que muita gente vinha enfrentando ao ter de passar por uma área extensa da avenida, na zona sul de Londrina, em direção ao Jardim Igapó, pelo lado direito, próximo ao fundo de vale, que fica entre a Prefeitura de Londrina e a rotária que divide a Duque da Avenida Inglaterra. Por lá, o mato alto é constante e as reclamações são muitas de quem tem que desviar dele todos os dias. De tanto ser procurado por gente na bronca pelo descaso com a calçada, o NOSSODIA foi conferir o local.
Como se pode ver nas fotos, o mato estava tão alto que ultrapassava o limite do terreno e invadia a calçada. Além disso, o calçamento está todo esburacado e o mato cresce por esses buracos também. Fica impossível caminhar por lá, sendo o pedestre obrigado a disputar espaço com os carros na rua.
Acostumado a usar o trecho, o caseiro Juraci Pires de Souza caminha atento. "Já passou da hora de limpar. E não adianta fazer uma vez só para atender reclamação. Tem que manter limpo e fiscalizar". Morador do Jardim Alto do Cafezal, região Sul de Londrina, seu Juraci comenta que gosta muito de caminhar. "Mas fico bem atento", reforça. NOSSODIA o encontrou quando retornava do médico. "Gosto muito de andar, melhor ir a pé do que de ônibus, mas as calçadas deixam a desejar." Dos dois lados da via é possível ver que o caseiro tem motivos para reclamar. Além do risco de atropelamento, o mato gera outros perigos como esconderijo para bandidos e criadouro de animais peçonhentos.

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Marcos Zanutto
Marcos Zanutto
Após NOSSODIA pedir posição da CMTU sobre a situação, coincidentemente mato foi cortado

Encontrar o local limpo é raro. Matéria do NOSSODIA de 6 de outubro de 2015 já mostrava a situação. Na época, a reclamação era a mesma: falta de limpeza e mato alto, mostrando que não se trata de um caso pontual. O NOSSODIA encaminhou a situação à CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização). Coincidentemente, antes da veiculação da reportagem, o mato foi cortado. A assessoria de comunicação do órgão garante que foi apenas coincidência e que não avisou o proprietário do terreno. Ainda de acordo com o setor de comunicação da CMTU, o imóvel seria de propriedade da Terra Nova Engenharia, de Londrina. A reportagem consultou imobiliárias da cidade que também relataram que a construtora seria a dona do matagal, ou melhor, do terreno. A empresa foi procurada três vezes pela reportagem. Primeiro solicitaram imagens do mato, que não foram cedidas. No terceiro contato, a versão foi mudada e foi informado de que o terreno não seria deles. Já a CMTU, diante da coincidência do mato cortado, afirmou não ter mais o que informar sobre o assunto. Tem denuncias de problemas semelhantes em outros pontos da cidade? Então entre em contato com o NOSSODIA pelo e-mail [email protected]. (Redação/NOSSODIA)

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