De acordo com a Cohab-Ld (Companhia de Habitação de Londrina), a cidade possui quase 4 mil famílias vivendo em 58 ocupações irregulares. Nas últimas semanas, Londrina ganhou mais uma: em terreno no jardim Novo Horizonte, aos fundos do Conjunto São Jorge, na zona norte. Mais de 120 famílias, muitas do próprio São Jorge, ocuparam a área que deve abrigar 330 famílias quando for construído o residencial Jequitibá.
E na última semana, a Companhia conseguiu liminares para cumprir a reintegração de posse em duas ocupações, em um fundo de vale no jardim Abussafe, na zona leste, e no próprio Novo Horizonte II. O presidente da Cohab, Luiz Cândido de Oliveira, atualizou a situação em áreas ocupadas.
Flores do Campo (zona norte)
No caso do residencial Flores do Campo, a Cohab chegou a se reunir com membros que ocupam o local para buscar uma alternativa de moradia temporária, o que não foi possível, segundo Oliveira. "Tentamos várias opções, passamos o pedido ao Município para que transferisse as áreas para nós (Cohab) a fim de desenvolvermos algum programa habitacional. Como ainda não veio a resposta, o prazo está aí e a Caixa vai fazer a reintegração porque não tem como descumprir uma ordem judicial nesse momento. Não tem um terreno temporário definido para essas famílias". O prazo para desocupação vence na primeira semana de julho. O projeto prevê 1.218 unidades habitacionais.
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Fundo de vale no Jardim Abussafe (zona leste)
No fundo de vale, cerca de 140 famílias ocupam a área desde 2016. "Essa reintegração de posse é de autoria do Município e nós estamos apoiando. Estamos aguardando a orientação da Prefeitura para que possamos ir até o local e acompanhar a desocupação. É uma área ambiental, amparada por lei e por isso não é possível ficar lá. As famílias têm que sair mesmo. Não existe nem projeto de habitação". Segundo Oliveira, o Município ainda não deu prazo para reintegração da área.
Novo Horizonte II (zona norte)
O terreno onde será o futuro residencial Jequitibá teve a ordem judicial para reintegração de posse expedida no último dia 19 de junho. "Lá é um caso diferente do Abussafe, sendo um lote da própria Cohab que está em fase de análise pela Secretaria de Obras desde agosto do ano passado. Também temos a licença ambiental para executar o empreendimento. As famílias têm até o dia 10 de julho para sair de lá de forma voluntária. Caso contrário, será usada força militar", afirmou.
Preocupação com o Alegro Villagio
O terreno que está sendo construído o residencial Alegro Villagio, próximo ao conjunto Jamille Dequech, na zona sul, não foi vítima de ocupação, mas inspira cuidados. Isso porque a construtora responsável pela obra, G. Fernandi Construção e Incorporação Ltda, alegou não ter mais condições de seguir com a construção, que já está em 95% concluída. Isso fez com que a Caixa rescindisse o contrato. "Estive na semana passada na Caixa e foi me passado sobre a rescisão. Agora eles estão contratando uma empresa de vigilância para fazer a guarnição da área e ao mesmo tempo estão licitando uma nova empresa para finalizar a obra", disse Oliveira. O residencial terá 144 apartamentos e as famílias já foram escolhidas. A previsão de entrega era outubro de 2017.