Policiais civis de Londrina aderiram, na quarta, à paralisação nacional de 24 horas articulada pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis contra projetos propostos pelo Governo Federal para congelar despesas públicas e reduzir gastos com servidores. Os agentes se reuniram em frente à sede da 10ª Subdivisão Policial, no centro. A mobilização foi deflagrada, em todo o País. Na pauta dos policiais civis estão os controversos PL 257/2016 - cujo texto exige que os estados reduzam seus gastos com pessoal congelando salários, progressões e promoções, além de dificultar a contratação de novos servidores - e a proposta de emenda à Constituição (PEC) 241, que propõe limitar pelos próximos 20 anos o aumento dos gastos públicos à inflação anual, ou seja, sem expansão real de investimentos.
"Existe um discurso de que os servidores públicos brasileiros precisam perder supostos privilégios e benefícios. Isto não é real. A maior parte do funcionalismo ganha mal e trabalha em condições inadequadas. Existe, sim, uma elite que detém diversos privilégios e ganha muito bem, mas não é o caso da maior parte dos servidores. Se há necessidade de cortes, que eles comecem pelos próprios gastos excessivos dos governos e também por algumas funções que são remuneradas excessivamente, sobretudo no Judiciário", argumenta o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Michel Franco.
"Existe um discurso de que os servidores públicos brasileiros precisam perder supostos privilégios e benefícios. Isto não é real. A maior parte do funcionalismo ganha mal e trabalha em condições inadequadas. Existe, sim, uma elite que detém diversos privilégios e ganha muito bem, mas não é o caso da maior parte dos servidores. Se há necessidade de cortes, que eles comecem pelos próprios gastos excessivos dos governos e também por algumas funções que são remuneradas excessivamente, sobretudo no Judiciário", argumenta o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Michel Franco.