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CIGARRO - O inimigo nº 1 dos pulmões

Reportagem Local
19 nov 2015 às 09:43

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Até 2020, a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) deverá ser a terceira doença que mais mata, vitimando mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, os números que envolvem a doença também são expressivos: de janeiro a novembro de 2011, o SUS registrou cerca de 87 mil internações, de acordo com o Ministério da Saúde.
A patologia, de evolução lenta e progressiva, desenvolve-se a partir da exposição prolongada dos brônquios às substâncias tóxicas contidas nas fumaças das mais variadas origens, como queima de produtos químicos, exaustão de diesel dos automóveis, utilização de fogão a lenha e principalmente à inalação ativa e passiva da fumaça dos cigarros, que é responsável por 90% dos casos de DPOC e por cerca de 85% das mortes pela doença, de acordo com o Ministério da Saúde.
Segundo pesquisas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a fumaça liberada da ponta do cigarro, ao se misturar ao ambiente, contém em média 3 vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça inalada pelo fumante.
"A DPOC dá sinais discretos no início. Sentir falta de ar em atividades simples como subir escadas, praticar atividades físicas e o pigarro do fumante são alguns exemplos", alerta Oliver Nascimento, médico da Disciplina de Pneumologia da Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo. "Com a progressão da doença, os sintomas começam a ficar mais evidentes, como o esforço para respirar em situações cotidianas como tomar banho, se vestir e andar de um cômodo para outro da casa", completa o especialista.
Como alerta à população, a Associação Brasileira de Portadores de DPOC orienta que as pessoas não fumem, que tenham o hábito de manter-se em locais bem ventilados e com pouca poluição. No dia em que o ar estiver mais seco, é fundamental hidratar-se.

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TRATAMENTO
A doença não tem cura, mas existem tratamentos que ajudam a amenizar os sintomas por meio de medicamentos broncodilatadores de diferentes tipos, que devem ser utilizados de acordo com o grau da patologia. Em casos graves, pode-se requerer a utilização de broncodilatadores aliados a medicamentos anti-inflamatórios.

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