Ciganos arrumaram mais um cantinho para montar acampamento em Londrina. O alvo da vez é um espaço que fica na rotatória entre as avenidas Duque de Caxias e Inglaterra, no Jardim Igapó, região sul. Os acampamentos ciganos são frequentes na cidade e um dos mais conhecidos fica em um fundo de vale próximo ao Ribeirão Quati, na zona norte, que vira e mexe muda de inquilino, mas nunca falta quem "alugue".
Segundo moradores vizinhos, o grupo chegou há uma semana. "Eles vêm aqui para me pedir água. São educados. Também pediram uns pedaços de madeira que tenho aqui no quintal, mas isso eu não dei. Agora estão montando os barracos aí. Mas até agora não tive problemas não. De noite também não fazem bagunça", afirmou o vendedor Manoel João Campos Pereira, que mora na Avenida Portugal, em frente ao acampamento. "Moro aqui há décadas e é a primeira vez que acampam neste lugar".
A recepcionista de uma academia que fica na rotatória também disse que o grupo não tem causado baderna. "Estão tranquilos. Passam aqui em frente, mas nunca nos pediram nada. Também não tivemos reclamações dos alunos".
Três barracas estão montadas no local. A reportagem do NOSSODIA foi conversar com os ciganos. Eles informaram que vieram dr Imbaú, cidade de 12 mil habitantes próxima a Telêmaco Borba, distante 170km de Londrina. "A gente veio pra cá para a minha esposa fazer exames, porque está grávida. Estamos procurando um ginecologista", disse um cigano, que não quis informar o nome. "Lá a cidade é muito pequena e aqui tem mais recurso médico", justificou. O grupo disse não saber até quando vai ficar acampado no local.
A Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio da gestora de igualdade racial, Maria de Fátima Beraldo, informou que "está tomando ciência do fato agora" e que o primeiro passo seria "contabilizar o número de mulheres e crianças" para depois tomar uma medida concreta.