O temporal que atingiu Londrina no início da tarde de quarta-feira (20) causou estragos e transtornos principalmente nas regiões central e norte da cidade. No centro, pelo menos 12 quedas de árvores foram registradas, semáforos ficaram desligados e estabelecimentos comerciais tiveram que baixar as portas por conta da chuva. Mas a situação mais grave da cidade foi registrada na Vila Portuguesa, onde 20 casas ficaram alagadas (leia mais nesta página).
O grande volume de água derrubou cerca de 10 metros de muro do Cemitério São Pedro, na Rua Professor João Cândido. Engenheiros da prefeitura fizeram uma avaliação dos danos e condenaram outros 20 metros, que foram derrubados pelos operários para evitar acidentes. O superintendente da Acesf (Autarquia de Cemitérios e Serviços Funerários), Douglas Carvalho Pereira, informou que para evitar a burocracia dos trâmites burocráticos, os reparos devem ser realizados pela própria autarquia. Segundo ele, o local será isolado por tapumes e, em no máximo 30 dias, o muro deverá ser reerguido.
Na Rua Piauí, na região central, duas árvores caíram na região da Concha Acústica. Várias lojas do centro comercial ficaram alagadas. Quedas de árvores também foram registradas nas avenidas Duque de Caxias, Minas Gerais e Juscelino Kubitscheck. Algumas chegaram a interditar o trânsito, que ficou caótico no início da tarde. Agentes de trânsito da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) precisaram controlar o tráfego de veículos nos pontos mais críticos.
Segundo o coordenador-adjunto da Defesa Civil em Londrina, Demerval Anderson do Carmo, os serviços meteorológicos apontaram que os ventos chegaram a 60 quilômetros por hora, principalmente na área central da cidade. Carmo citou também alagamentos no Jardim Progresso. De acordo com a prefeitura, árvores também caíram em cemitérios dos distritos de Lerroville e Paiquerê (zona sul). Algumas escolas e creches e UBS (Unidades Básicas de Saúde) tiveram pequenos alagamentos. Vinte casas localizadas na baixada da Vila Portuguesa, na região central, ficaram debaixo d’água. Isso porque o ribeirão Bom Retiro, que corta o bairro, não suportou o grande volume de água. (Celso Felizardo/Grupo Folha)