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Chupa que a cana é doce - Pé de cana vira ponto de referência no centro de Londrina

08 jun 2015 às 09:08

O comerciante Narciso Correia, 59 anos, o Barba, conta que filho ele já tem três, uma casa também já construiu e árvore, já plantou várias. Nascido em Ibiaci, a lida com a natureza vem de longa data. "Até os 20 anos, trabalhei na roça, já passei todo tipo de sofrimento com uma enxada, mas onde chego, gosto de plantar uma árvore. Então tá explicado o motivo pelo qual na porta do comércio de Barba, um pé de cana de destaca e já virou até ponto de referência. O frentista Ralfer Monteiro, 49 anos, confirma. "Eu trabalho aqui há dois anos e meio e quando me perguntavam em qual posto eu estava, explicava que era o segundo da reta, bem na frente do pé de cana. Daí fica fácil e não tem erro", explica. Monteiro ainda acrescenta que alguns brincam com a curiosidade. "Dizem que nosso álcool é puro". A mudança na paisagem urbana agradou quem atravessa as ruas Guaporé ou Pirapó e encontra no cruzamento uma sombra boa até seguir. Barba conta que tudo começou por conta de um buraco bem na frente de seu comércio, que é uma oficina de balanças, liquidificadores, espremedor de frutas, cortadores de frios e outros equipamentos. "Primeiro plantei milho, foram umas duas safras e decidi plantar a cana e já são uns quatros anos que cuido dessa touceira com carinho". Sempre chega alguém pedindo e distribui para clientes e amigos. "Teve uma senhor de Bauru que levou bastante, deu a rama pro gado, plantou e hoje tem uma hectare lá em Bauru, dessa cana aqui", orgulha-se. Em dia com os cuidados com o pé de cana que cultiva, entre um orçamento e outro, a cana surgi nas rodas de conversa entre os colegas, é motivo de curiosidade de quem e de quem chega para retirar um serviço. E Barba está sempre entusiasmado para falar de seu pé de cana. "É uma cana doce, sempre tô cortando e mantenho amarrada para não atrapalhar."

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