Três anos e dois meses depois da inauguração, o Allianz Parque chega nesta quinta-feira a uma marca importante. O estádio recebe, a partir das 20h30, contra o São Paulo, o centésimo jogo do Palmeiras no local. O centésimo jogo do Palmeiras será contra o adversário que mais sofreu no local. O São Paulo é quem tem o pior retrospecto, com cinco derrotas em cinco encontros. "Esses números são legais, mas não entram em campo. Clássico é sempre especial e muito difícil", disse o atacante Dudu, artilheiro da arena, com 22 gols.
O final da preparação do Palmeiras para o clássico foi inusitado. O time fez um treino tático fechado aos jornalistas na Academia de Futebol enquanto ouvia os gritos do manifesto de apoio da torcida do São Paulo do outro lado do muro. Como os dois centros de treinamento são vizinhos, o elenco alviverde sentiu à distância a presença dos apoiadores do time rival.
O técnico Roger Machado deve escalar a mesma formação utilizada na semana passada, na vitória por 3 a 0 sobre o Junior, em Barranquilla, pela Copa Libertadores. Dos 11 titulares, dez não atuaram na segunda-feira, na derrota por 1 a 0 para o São Caetano, em casa. O único mantido será o volante Bruno Henrique. As ausências ajudaram a dar descanso e a poupar cinco jogadores que estavam pendurados com dois cartões amarelos.
O Palmeiras demonstra preocupação em conseguir um bom resultado para sair da sequência ruim. Nas últimas quatro rodadas no Estadual, foram dois empates e duas derrotas. A série levou o clube a perder a vantagem que tinha para os concorrentes na busca pela melhor campanha geral da primeira fase.
"Mesmo se não estivéssemos com a melhor campanha da competição, o clássico teria o mesmo peso. Sempre tem uma importância grande. A gente perdeu essa ‘gordura’ no campeonato, então temos que nos preparar muito bem", disse Bruno Henrique. Já classificada para as quartas de final, o time encerra a primeira fase no domingo, contra o Ituano, fora de casa.
SEM FREGUESIA
O São Paulo tem uma série de motivos adicionais para tentar evitar a todo custo uma derrota para o Palmeiras. Além de nunca ter vencido o rival no estádio, a equipe carrega um indigesto retrospecto recente diante de seus principais rivais no Paulistão: venceu apenas quatro vezes em 29 jogos contra Palmeiras, Corinthians e Santos de 2011 para cá. Foram 16 derrotas e nove empates.
Se não vencer, o São Paulo ainda continuará sendo o único dos grandes ainda sem ganhar clássicos no ano, depois de já ter caído diante do Corinthians por 2 a 1 no Pacaembu e do Santos por 1 a 0 em casa.
Os números incomodam, mas o discurso no São Paulo é de confiança. Nesta quarta, a preparação para o clássico encerrou com mais de 700 torcedores no CT assistindo ao treino. Uma derrota ainda pode reacender a pressão sobre Dorival Junior, que só venceu um clássico à frente do time (sobre o Santos, em 2017). Perdeu três e empatou um.
"Serão 11 contra 11, e fatores técnicos, táticos e emocionais vão decidir o jogo", analisa o superintendente de relações institucionais do clube, Lugano. "É bom o jogador ter em mente o time que está representando, a torcida, a grandeza, a história. Tudo tem peso. A responsabilidade deles é entrar em campo e fazer um bom resultado." (Agência Estado)
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