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CHEGARAM AO FUNDO DO POÇO - Macabro: Polícia encontra corpos decapitados

03 ago 2017 às 10:01

Uma história de arrepiar acordou a população de Apucarana na manhã da última quarta-feira. Em avançado estado de decomposição, decapitados e sem parte dos membros, dois corpos foram encontrados no fundo de um antigo poço no Parque Bela Vista, a mais de 15 metros de profundidade. Seriam de um homem e de uma mulher. Um suspeito de 23 anos foi preso. Ele foi surpreendido pela polícia a poucos metros do local. Além de portar uma faca, empurrava uma carriola.
O caso é investigado pela 17ª Subdivisão Divisão Policial (SDP) de Apucarana. A Polícia Civil teria descoberto o caso depois de uma denúncia, feita ainda durante a madrugada. Segundo as informações repassadas aos policiais, os bandidos ainda tinham a intenção de queimar os corpos. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros e contou com o apoio de equipamentos especializados.
De acordo com o delegado chefe da 17ª SDP, José Aparecido Jacovós, o suspeito teria deixado a prisão há três dias. Para o delegado, ele não participou dos homicídios. "De acordo com as informações, os corpos estariam enterrados em um cafezal há mais de 30 dias, devido ao avançado estado de decomposição, e teriam sido deixados no poço na terça-feira. Por isso o suspeito foi indiciado inicialmente pelo crime de ocultação de cadáver", explicou o delegado. Combustíveis e pneus foram encontrados no local. A Polícia Civil acredita que os corpos seriam incendiados.
Jacovós ressalta que uma equipe do setor especializado em homicídios foi designada para identificar os autores do bárbaro delito. Segundo ele, além dos objetos já apreendidos com o suspeito, uma faca e uma carriola, outras provas foram recolhidas no local do crime e indicaram a participação de outras pessoas.

DNA deve identificar os corpos
O delegado chefe de Apucarana não informou se os corpos eram de usuários de drogas ou pessoas ligadas ao tráfico, vítimas de uma suposta retaliação do crime organizado. Há a suspeita de que sejam de Arislian Glenda Lemos, 24 anos, e Valdecir Gonçalves, de 52. Ambos estariam desaparecidos há mais de um mês. Porém a autoridade policial não confirma as informações.
Mesmo separados dos corpos, cabeças e outros membros também foram encontrados e levados ao Instituto Médico Legal de Apucarana (IML). Porém não foi possível fazer o reconhecimento devido ao avançado estado de decomposição.
De acordo com o IML, não há condições de qualquer reconhecimento: facial ou datiloscópico. Nem mesmo os supostos parentes tiveram condições de afirmar com precisão. O IML afirmou que amostras biológicas de familiares e vítimas serão confrontadas em exames de DNA, único meio capaz de identificá-los. Não há previsão para a divulgação do resultado dos exames. (P.M.)


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