O zagueiro Pedrão é o primeiro reforço do Londrina para o próximo ano. O jogador já está treinando no elenco alviceleste e assinou contrato de um ano com o clube. O atleta será apresentado oficialmente apenas no retorno das férias, em 4 de janeiro.
Pedrão tem 21 anos, é destro e tem 1,91m. O seu último clube foi o Uberaba, onde foi campeão da segunda divisão do Campeonato Mineiro. Em 2014 e no primeiro semestre de 2015, o zagueiro atuou pelo PSTC, quando conquistou o título da Divisão de Acesso do Paranaense. Antes, havia atuado pela URT, de Patos de Minas.
"É um jogador que já estávamos acompanhando e chega com boas referências, além de ter conquistados dois títulos no ano", frisou o supervisor do LEC, João Severo.
O elenco do Londrina conta hoje com outros cinco defensores: Silvio, Luizão, Matheus, Marcondes e Júlio, que subiu do time sub-19. Luizão já assinou a sua renovação de contrato por uma temporada. O atleta, autor do gol que garantiu o acesso para a Série B, revelou a felicidade em permanecer no clube em 2016.
"Eu queria ficar no Londrina, pela cidade e pelo time. Desde quando o Londrina se propôs a renovar, eu queria permanecer. É um grande clube e uma grande cidade", apontou. "Queria agradecer pela oportunidade, pelo Londrina ter aberto as portas para mim quando eu estava em casa sem clube. Acho que pude retribuir com um pouco e foi uma troca de favores. Eu gostei muito de estar aqui e o clube gostou da minha permanência".
Para o início do ano, o LEC ainda busca um lateral-esquerdo e dois atacantes. Um dos nomes pode ser do lateral Alex Ruan, do Remo. Os jogadores do Londrina treinam até sábado e depois entram em férias e retornam no dia 4 de janeiro. A estreia no Paranaense será em 31 de janeiro contra o PSTC, no estádio dos Pássaros, em Arapongas.
A renovação de contrato para a transmissão do Campeonato Paranaense de 2016 está emperrada. Não houve acordo entre os clubes e a Rede Paranaense de Comunicação (RPC), após uma reunião na tarde de terça em Curitiba. A diferença entre o oferecido e o pedido das equipes é de R$ 4 milhões.
O Londrina foi representado pelo gestor do futebol Sérgio Malucelli, que exigiu no encontro que o clube tenha uma cota semelhante ao do Paraná Clube e bem superior à dos demais times do interior. De acordo com Malucelli, a rede de televisão aumentou o valor do atual contrato em apenas R$ 500 mil, totalizando R$ 9,5 milhões. Neste cenário, o LEC receberia R$ 310 mil líquidos de cota, o mesmo que as demais equipes interioranas e apenas R$ 10 mil a mais do que em 2015. Coritiba e Atlético ganhariam R$ 2 milhões e o Paraná Clube, R$ 1 milhão.
"Eles alegaram que a situação econômica está ruim e não podem oferecer nada a mais. Prefiro não receber nada então. A gente gasta um monte para disputar e eles querem o campeonato de graça", protestou o dirigente.
Malucelli revelou que os clubes fizeram uma contraproposta e a RPC ficou de dar uma resposta em dois dias à Federação Paranaense de Futebol (FPF). As equipes pedem R$ 13,5 milhões, divididos em três escalas. Uma cota igual para Coritiba e Atlético, uma segunda para Paraná e Londrina e uma terceira para os demais clubes. Com este valor, o repasse ao LEC chegaria a R$ 1,1 milhão. "Os clubes não aceitam uma proposta intermediária. Não abrimos mão destes valores e desta divisão. O Londrina tem direito, no mínimo, a receber o mesmo que o Paraná, afinal os dois estão na Série B", frisou Malucelli, que revelou ainda que o Operário pleiteou uma cota diferenciada por ser o atual campeão. Porém, o pedido não foi aceito pelos demais clubes. (L.F.C.)
Malucelli bate o pé e quer Londrina com mesma verba da TV que o Paraná; clubes do interior também querem aumento e torneio pode ficar sem transmissão