Nos 11 dias que durou a greve dos caminhoneiros, o abastecimento de alimentos foi afetado e o reflexo disso foi o preço da cesta básica. Pesquisa divulgada pela UTFPR-LD (Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Câmpus Londrina) mostrou que o preço da cesta subiu 18,4%: passou de R$ 327,42 em abril para R$ 387,57 em maio. A pesquisa de preços foi realizada em 10 supermercados de Londrina entre os dias 30 e 31 de maio.
"Este mês chamou a atenção porque a cesta básica teve um grande aumento devido à greve. Ao longo desses 15 anos que fazemos a pesquisa, nunca tivemos um índice de elevação tão alto quanto esse", disse o economista e professor coordenador da pesquisa, Marcos Rambalducci.
Todos os 13 produtos que fazem parte da cesta ficaram mais caros. "A gente costumava colocar os três produtos que mais subiram e os três produtos que tiveram queda. Neste relatório tivemos que colocar os três (produtos) que mais subiram e os três que menos subiram", completa. O líder de aumento foi a batata (124%), seguido do tomate (35,3%) e a carne (13,3%). Quem menos teve mudança no preço foi o pão, com 13%. No entanto, o índice da carne é o que tem impacto, já que representa 40% do preço total da cesta básica. (Edson Neves/NOSSODIA)
Vai baixar?
O reabastecimento dos produtos não é sinônimo de que o preço da cesta básica deva cair. O economista não se mostra otimista com isso. "Vai (baixar), mas não acreditamos que voltará aos valores que estavam sendo praticados antes. O produtor precisa receber e vai colocar um preço que é justo por causa da concorrência. É fato que eles tiveram custos por causa da paralisação e vão precisar repor de alguma forma, porque não podem ficar sozinhos com o prejuízo. Acredito que nos próximos dois a três meses isso deve acontecer", conclui. (E.N)