Fotos Paulo Monteiro
Centenas de recipientes, como este vaso sanitário, estão acumulando água parada na rua Ernesta Galvani dos Santos, no Jardim Monte Cristo
Na última semana, a Secretaria municipal de Saúde divulgou o 1º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) do ano. A cada 100 imóveis vistoriados, quatro apresentaram focos do mosquito, o índice ficou em 4.1%, segundo o levantamento. Mas o mosquito transmissor da dengue, da zica e da chikungunya também tem outros terrenos para se desenvolver: os lixões clandestinos. Áreas com quase um quilômetro de extensão e montanhas de resíduos, que ainda acumulam água parada. O NOSSODIA flagrou pelo menos um deles em cada canto de Londrina.
Em relação aos últimos quatro anos, de acordo com o LIRAa 2017, este foi o que obteve o menor índice. A região com mais focos foi a central, com 5.81%. No entanto, a situação mais assustadora flagrada pela reportagem fica na região com o menor índice de infestação: a oeste, com 3.58%. Na avenida Graciliano Ramos, entre o Cilo 3 e o Jardim Santo André, uma via, que já foi assunto em outras edições, está com toda a extensão (um quilômetro) tomada pelo lixo. Os veículos transitam com muita dificuldade pelo trecho sinuoso, cercado pela sujeira.
A maior zona da cidade, a norte, é segunda mais afetada, com 4.14%. Um dos lixões da região fica no Jardim Primavera. Um antigo Ecoponto. A dona de casa Maria de Graça vive a poucos metros do lugar e, junto a outros moradores do bairro, tenta diminuir a quantidade de lixo. "Infelizmente, a Prefeitura não limpa este lugar desde o ano passado. Os próprios moradores do bairro se unem para retirar o lixo, do jeito que dá", comenta ela. Já na zona sul da cidade, o problema fica na rua Carlos Clementino Moreira. Poucos dias após o município limpar o espaço, os sujões voltaram a cobrir a via com resíduos. O 1º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti de 2017 apontou a sul com 3,71%.
Em relação aos últimos quatro anos, de acordo com o LIRAa 2017, este foi o que obteve o menor índice. A região com mais focos foi a central, com 5.81%. No entanto, a situação mais assustadora flagrada pela reportagem fica na região com o menor índice de infestação: a oeste, com 3.58%. Na avenida Graciliano Ramos, entre o Cilo 3 e o Jardim Santo André, uma via, que já foi assunto em outras edições, está com toda a extensão (um quilômetro) tomada pelo lixo. Os veículos transitam com muita dificuldade pelo trecho sinuoso, cercado pela sujeira.
A maior zona da cidade, a norte, é segunda mais afetada, com 4.14%. Um dos lixões da região fica no Jardim Primavera. Um antigo Ecoponto. A dona de casa Maria de Graça vive a poucos metros do lugar e, junto a outros moradores do bairro, tenta diminuir a quantidade de lixo. "Infelizmente, a Prefeitura não limpa este lugar desde o ano passado. Os próprios moradores do bairro se unem para retirar o lixo, do jeito que dá", comenta ela. Já na zona sul da cidade, o problema fica na rua Carlos Clementino Moreira. Poucos dias após o município limpar o espaço, os sujões voltaram a cobrir a via com resíduos. O 1º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti de 2017 apontou a sul com 3,71%.
Mais de 200 pontos clandestinos
Segundo a assessoria de comunicação, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) conhece o problema dos lixões clandestinos. O próprio presidente Moacir Sgarioni teria percorrido a cidade e fotografado os pontos irregulares. Estima-se mais de 200. A solução para o problema não seria simples. Atualmente, a companhia faz a limpeza em um dia, no outro a pessoa suja novamente. Segundo a assessoria, é uma questão social, comportamental, de falta de compromisso com meio ambiente e saúde pública. Recolher todo o lixo descartado irregularmente gera um problema, pois a CMTU foi orientada a não levá-lo para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR). Hoje, este lixo precisa ser separado em linha branca, madeira, pneus, entulhos. Além disso, existe a falta de previsão orçamentária. O alto custo do serviço não está na previsão para 2017. A atual diretoria da CMTU busca alternativas. (P.M.)
Segundo a assessoria de comunicação, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) conhece o problema dos lixões clandestinos. O próprio presidente Moacir Sgarioni teria percorrido a cidade e fotografado os pontos irregulares. Estima-se mais de 200. A solução para o problema não seria simples. Atualmente, a companhia faz a limpeza em um dia, no outro a pessoa suja novamente. Segundo a assessoria, é uma questão social, comportamental, de falta de compromisso com meio ambiente e saúde pública. Recolher todo o lixo descartado irregularmente gera um problema, pois a CMTU foi orientada a não levá-lo para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR). Hoje, este lixo precisa ser separado em linha branca, madeira, pneus, entulhos. Além disso, existe a falta de previsão orçamentária. O alto custo do serviço não está na previsão para 2017. A atual diretoria da CMTU busca alternativas. (P.M.)
Essa sujeira é fogo
A zona leste também possui uma grande área de descarte irregular de lixo. Há centenas de recipientes acumulando água parada na rua Ernesta Galvani dos Santos, Jardim Monte Cristo. O reciclador Maurício Gaspar Fernandes, que mora próximo ao local, diz que já foi duas vezes contaminado pela dengue. "A última em 2016. Quase morri. Fiquei muito mal, peguei dengue hemorrágica. Todos os dias eu venho até aqui e, de forma controlada, coloco fogo em parte do material. Assim eu tento diminuir a quantidade de lixo com água parada. Tenho medo que meu filho pegue dengue também", disse Fernandes. Segundo o LIRAa, o índice da zona leste é de 3.63%. (P.M.)
A zona leste também possui uma grande área de descarte irregular de lixo. Há centenas de recipientes acumulando água parada na rua Ernesta Galvani dos Santos, Jardim Monte Cristo. O reciclador Maurício Gaspar Fernandes, que mora próximo ao local, diz que já foi duas vezes contaminado pela dengue. "A última em 2016. Quase morri. Fiquei muito mal, peguei dengue hemorrágica. Todos os dias eu venho até aqui e, de forma controlada, coloco fogo em parte do material. Assim eu tento diminuir a quantidade de lixo com água parada. Tenho medo que meu filho pegue dengue também", disse Fernandes. Segundo o LIRAa, o índice da zona leste é de 3.63%. (P.M.)
Punições rigorosas
Segundo a CMTU, em 2016 foram feitas 7.331 viagens de caminhões para retirar o lixo de mais de 100 pontos, totalizando 50 mil metros cúbicos de materiais. Nos últimos dias, a Companhia também se reuniu com a promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, e com a Secretaria municipal do Ambiente (Sema) para discutir formas de combate aos lixões. É avaliado a possibilidade de agir com mais rigor nas leis de punição aos infratores, responsabilizando-os por crimes ambientais e contra a saúde publica, com multas elevadas e apreensão dos bens (veículos) utilizados para cometer os crimes. Todos estes fatores devem ser debatidos pela sociedade, reforçou a assessoria de comunicação. (P.M.)
Segundo a CMTU, em 2016 foram feitas 7.331 viagens de caminhões para retirar o lixo de mais de 100 pontos, totalizando 50 mil metros cúbicos de materiais. Nos últimos dias, a Companhia também se reuniu com a promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, e com a Secretaria municipal do Ambiente (Sema) para discutir formas de combate aos lixões. É avaliado a possibilidade de agir com mais rigor nas leis de punição aos infratores, responsabilizando-os por crimes ambientais e contra a saúde publica, com multas elevadas e apreensão dos bens (veículos) utilizados para cometer os crimes. Todos estes fatores devem ser debatidos pela sociedade, reforçou a assessoria de comunicação. (P.M.)