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Castigado pelo asfalto - ‘50 Tons de remendos’

09 mar 2015 às 16:33

Se na ficção "50 Tons de Cinza" apresenta uma história picante, promete entretenimento nos livros e na telona, quando o título é associado à realidade das ruas e ao asfalto nosso de cada dia, o buraco é literalmente mais embaixo. Que o diga o motorista Jucelino Pereira Benevides, 50 anos, morador do jardim Paraíso, Zona Norte. "Viajo muito e conheço a cidade de cabo a rabo. No Centro de Londrina, até que deram uma recuperada, mas a periferia tá toda esburacada, com remendo mal feito, que mal aguenta uma semana. Tem lugar que é só pedra e já cheguei a estourar pneu por causa de asfalto abandonado", reclama. "Minha filha quebrou o cárter porque o asfalto afundou, a rua não tinha iluminação e ela bateu na boca de lobo. A gente se sente lesado porque paga imposto, iluminação e ainda fica no prejuízo", acrescenta. Morador da rua Beija-flor há 26 anos, Jucelino afirma que o asfalto do bairro sempre foi ruim. "Já tá chegando na terra de novo", alerta.
O motorista de caminhão Márcio Diniz, 36 anos, conta que nasceu nessa mesma rua – a Beija-flor - e nunca viu manutenção. "Tentaram arrumar, mas só jogaram uma massa para maquiar. O certo mesmo é recapear de novo. Quando o ônibus passa, chega a jogar pedra na casa da vizinha. Eles só fazem maquiagem", dispara. A moradora da rua Pelicanos, Maria Rodrigues Souza, 76 anos, também está triste com a situação da rua em que vive. "O Paraíso tá feio no pedaço. Eu não dirijo, mas ouço muita reclamação", resume.
O pedreiro José Eduardo de Lima, 61 anos, se sensibiliza com o problema. "Tá feio e já faz tempo. Os moradores mereciam mais atenção". Já o pedreiro Fábio Ferreira, 29 anos, mora no jardim Ouro Verde e conta que até problemas na suspensão do carro já teve graças à qualidade pavimentação asfáltica. "Já aconteceu até de estourar pneu e nas vilas é péssimo mesmo", afirma.

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