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CASO AMANDA ROSSI - Processo contra suposta mandante não existe

01 nov 2017 às 23:05

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O inquérito policial, que apura a denúncia contra a suposta mandante do assassinato de Amanda Rossi, registrado em outubro de 2007, ainda não virou processo criminal, conta o promotor criminal Ricardo Alves Domingues. Há pelo menos cinco anos, a Polícia Civil anunciou a conclusão do procedimento de investigação, que apontou a professora Denise Madureira como mandante do crime.
"O processo ainda não existe. O inquérito policial permanece na Delegacia de Homicídios de Londrina (responsável por investigar o caso). O inquérito foi encaminhado para a promotoria, para que fosse feito o controle. Porém, em função dos prazos legais, foi devolvido (pelo Ministério Público) à Polícia Civil. Necessitamos de indícios para formular a denúncia e promover a ação penal", diz o promotor.
A grande demanda de casos sobrecarrega os dois órgãos. "Sem os autos do inquérito, fica difícil dizer algo sobre este caso. Estou à frente desta promotoria há dois anos e tenho pelos menos 400 casos em minhas mãos. Na Delegacia de Homicídios, há outros mil inquéritos policiais em andamento. A demora se dá por um problema estrutural, que vem se repetindo há muitos anos", explica.
Advogada da família Rossi, Helen Katia Cassiano lamenta a situação. "A frustração da família é grande, mas entendemos que a demanda da promotoria, assim como da Polícia Civil, é enorme. Já se passaram outros delegados pela Delegacia de Homicídios desde o indiciamento da professora, isso esfria e dá uma velocidade diferente ao inquérito", avalia.
Apesar de tantos anos sem qualquer novidade, reforça que não perdeu a esperança em ver a suspeita ir a Juri. "O tempo passa, mas a esperança por justiça não diminui. Vamos procurar uma forma para não deixar este crime prescrever. Temos ainda 10 anos para isso. Preciso me reunir com o senhor Luiz (Carlos Rossi) e discutir o que vamos fazer diante da situação", conclui. O NOSSODIA tentou ouvir o atual delegado da Delegacia de Homicídios, Ricardo Jorge. Porém ele não atendeu aos telefonemas na tarde da última quarta. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
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