Os carrinhos atuais nem de longe lembram os da época de criança do comerciante. Os garotos Ruy e Renato, com certeza, não sofrerão com esmagamentos nas pontas dos dedos, que deixavam as unhas pretas, como muitas crianças se feriram ao empurrar (remar) o brinquedo com as mãos. Além das proteções sobre as rodas de metal, os modernos carrinhos ainda possuem freios e aerofólios, que evitam muitos acidentes.
Trabalhando a madeira, o comerciante ainda pode interagir com os filhos e fortalecer a relação familiar. "A gente sempre teve vontade de brincar com carrinho de rolimã. Estamos felizes", comemora o caçula Ruy. Só restaram aos garotos colocar os carrinhos na rua e encarar mais uma vez as ladeiras no Jardim Jesualdo Garcia. Com muita prudência, é claro. (P.M.)