Despertar o gosto pelo canto, trabalhar a voz ou relaxar. Essas são algumas propostas da oficina de Canto e Coral para Idosos do Centro de Convivência do Idoso da Zona Oeste. O NOSSODIA esteve no primeiro encontro do grupo e mostra os detalhes.
Dona Maria da Glória Macedo, 66 anos, soube da atividade pelo jornal e logo foi dizendo suas intenções. "Quero relaxar. Esse tipo de compromisso estimula. Eu mesma, quando sei que tenho o que fazer à tarde, já apresso o serviço de casa, me animo e aproveito", afirmou. Moradora do Jardim Maringá, a aluna da oficina também faz artesanato e considera importante o entrosamento das pessoas da mesma idade.
Com 30 anos de atuação, a professora Eliana Landa, deixa alunas à vontade a ponto de se apresentarem cantarolando os próprios nomes. Eliana elogiou o foco das alunas na primeira aula. "Eu não posso deixar elas desanimarem. Aqui, ninguém é obrigado a frequentar aula, então é um trabalho do conquista. Música é vida, inspiração, tá dentro da gente e esse é um momento de recarregar as energias", apontou.
Ao todo, 28 senhoras se inscreveram nas aulas de canto, que é aberta para ambos os sexos. A assistente social Ana Karina Anduchuka explicou que a oficina é muito procurada por conta da relação que todos têm com a música. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
Dona Maria da Glória Macedo, 66 anos, soube da atividade pelo jornal e logo foi dizendo suas intenções. "Quero relaxar. Esse tipo de compromisso estimula. Eu mesma, quando sei que tenho o que fazer à tarde, já apresso o serviço de casa, me animo e aproveito", afirmou. Moradora do Jardim Maringá, a aluna da oficina também faz artesanato e considera importante o entrosamento das pessoas da mesma idade.
Com 30 anos de atuação, a professora Eliana Landa, deixa alunas à vontade a ponto de se apresentarem cantarolando os próprios nomes. Eliana elogiou o foco das alunas na primeira aula. "Eu não posso deixar elas desanimarem. Aqui, ninguém é obrigado a frequentar aula, então é um trabalho do conquista. Música é vida, inspiração, tá dentro da gente e esse é um momento de recarregar as energias", apontou.
Ao todo, 28 senhoras se inscreveram nas aulas de canto, que é aberta para ambos os sexos. A assistente social Ana Karina Anduchuka explicou que a oficina é muito procurada por conta da relação que todos têm com a música. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
Pro corpo e pra cabeça
Logo na primeira aula, a empolgação era geral. Alda Matilde Curunczi, 66 anos, brincou que estava se "sentindo como se tivesse 18 anos". "Frequento o Centro de Convivência do Idoso desde que foi inaugurado, no ano passado, e também faço aula de teatro. Venho sempre, faça chuva ou faça sol", garantiu a moradora do Jardim Industrial, que também frequenta aulas de ginástica em dois lugares diferentes e considera que as atividades fazem bem para o corpo e também para a mente. Aos 81 anos, dona Maria Gomes Gonçalves, moradora do jardim Tóquio, disse gostar de ir ao Centro de Convivência também para fazer novas amizades.
Para Maria de Lourdes Broietti, 64 anos, a oficina de canto dá continuidade às atividades em grupo que já realiza. "Sou coordenadora do Grupo de Idosos do Sabará e toda quarta-feira nos reunimos para fazer artesanato, ler mensagens, fazemos orações e combinamos passeios", enumerou. A filha de poloneses Wanda Dobrucki, 75 anos, mora no Jardim Bandeirantes há 48 anos, pariu seis filhos e revelou que sente mais feliz com as atividades do Centro de Convivência. "Sinto falta da época e em que cuidava dos meus netos. Agora eles cresceram e esses encontros fazem eu me sentir mais útil. É uma forma saudável de distração", ensinou. (W.V.)
Para Maria de Lourdes Broietti, 64 anos, a oficina de canto dá continuidade às atividades em grupo que já realiza. "Sou coordenadora do Grupo de Idosos do Sabará e toda quarta-feira nos reunimos para fazer artesanato, ler mensagens, fazemos orações e combinamos passeios", enumerou. A filha de poloneses Wanda Dobrucki, 75 anos, mora no Jardim Bandeirantes há 48 anos, pariu seis filhos e revelou que sente mais feliz com as atividades do Centro de Convivência. "Sinto falta da época e em que cuidava dos meus netos. Agora eles cresceram e esses encontros fazem eu me sentir mais útil. É uma forma saudável de distração", ensinou. (W.V.)
Cultura e inclusão social
O historiador e produtor teatral Fabrício Borges, 37 anos, reforçou que o trabalho também tem o objetivo de mexer com a autoestima dos participantes. "Funciona como uma terapia porque a maioria são pessoas aposentadas ou estão fora de suas atividades, por isso é um trabalho de integração social por meio da cultura", explicou. Fabrício atua na área há 11 anos e integra a Companhia de Teatro Fase 3, Núcelo de Arte e História com Senhores e Senhoras acima de 60 anos, que tem como diretor João Henrique Bernardi. (W.V.)