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Campeão de bolinha de gude

15 ago 2018 às 21:41

Aos 88 anos de idade, seu João Lopes, natural de São Mateus do Sul, não se priva das alegrias da vida. As caminhadas ao ar livre são para o aposentado um grande prazer e, por isso, afirma que gosta mais dos dias sem chuva. "No frio, não tem jeito, a gente fica encorujado". Viúvo há 14 anos, mora com as filhas que aqui em Londrina fixaram domicílio. "Eu cuido delas, elas de mim". De uma família com sete filhos, também combinou no número. "Tive sete, também. A maioria mora em São Paulo. Volta e meia eu tô lá. Mas só pra passear". O trabalho na lavoura calejou as mãos, a pele e o paranaense conta: "Foi graças ao suor na lavoura que consegui a casa própria". Morador do jardim Ideal, segue pela asfalto, do Centro para o bairro, mas conta que nem sempre foi assim: "Essa praça aqui era só Cafezal e, quando criança, a brincadeira mais comum era com as bolinhas de vidro, no chão de terra". Dos costumes à mesa, conta que não abre mão do combo arroz e feijão. De mistura, prefere os refogados. "As minhas filhas fazem questão da carne, eu não. E quando vou ao médico, é só elogio". Desapegado, reconhece que o chapéu é mais que acessório. "Tenho dois. Esse ganhei do meu filho Luis há uns cinco anos e o outro, que é mais novinho, deixo para usar no domingo". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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