Revoltado com a construção da ciclovia no local e a consequente retirada de algumas árvores, um morador resolveu, por conta própria, plantar goiabeira e bananeira, além de deixar um recado de protesto para os administradores públicos. "O morador que plantou a bananeira e a goiabeira em questão precisa entender que algumas espécies que ali estavam eram exóticas, agressivas e proibidas pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e todas as espécies devem respeitar as recomendações do plano de arborização", esclarece. "Estão em estudo manacá da serra, melaleuca de folha fina e resedás pequenos". Tersariol informou ainda que a decisão sobre as espécies leva em consideração não só o paisagismo ou a estética. "Levamos em conta a rede elétrica, a largura que irão atingir, a interferência na pista de ciclismo e o custo da manutenção", elenca.
Pesquisa detectou necessidade de ciclovia
De acordo com a gerente de Projetos de Sinalização Viária e Controle de Tráfego do IPULL, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina, Cristiane Biazzono, a ciclovia de mil metros foi uma imposição do poder público em relação a um empreendimento na região. "São adotadas várias medidas como o plantio de árvores, nesse caso, foi imposta a obrigação de 3587 mudas de árvores e o objetivo é atenuar o impacto do empreendimento na área", explica Biazono. Segundo dados do Instituto, pesquisas realizadas em 2006, com mil pessoas e em 2013, com 1.600 pessoas e elas reforçam o resultado da necessidade da ciclovia. "Verificamos inclusive o perfil do ciclista. Se usa a bicicleta a trabalho, a lazer ou para estudar", esclareceu. (W.V.)
De acordo com Tersariol, dentro do plano diretor não há autorização para o plantio de árvores frutíferas. "Só silvestres como a pitanga. Uma árvore frutífera no meio urbano oferece riscos a toda a população como acidentes com crianças, o risco da queda de abacates e mangas em transeuntes, pedestres e motociclistas e os danos materiais também, que podem gerar processos contra o Município", alerta. (W.V.)
Intrigados com as árvores que fazem parte do paisagismo da rua Amador Bueno, moradores pediram esclarecimentos sobre possíveis riscos da espécie à população. De acordo com Tersariol, não há motivo para alarde. "Tratam-se de falsas murtas. Elas não são venenosas, oferecem boa arborização e também são conhecidas como jasmim do norte e seu nome científico é Murraya paniculata ou M. exótica. Ocorre que a falsa murta é hospedeira de uma bactéria que pode levar doença aos pés de laranja e acabar com laranjais inteiros. Por isso, em algumas regiões de produção de laranja, seu plantio não é aconselhado devido ao risco que pode representar", esclarece.(W.V.)
Para solicitação de mudas ou plantio, o cidadão deve procurar o setor de Áreas Verdes da Sema. Fone: (43) 3372-4767.