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Em 2018

Cai número de furtos e roubos a residências em Londrina

Edson Neves
NOSSODIA
18 jul 2018 às 22:27

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Edson Neves/Nosso Dia
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A Polícia Militar, por meio do 2º Comando Regional, informou que no primeiro semestre de 2018 foram registradas quedas no número de furtos e roubos a residências em Londrina. Os dados levam em conta os boletins de ocorrência feitos entre janeiro a junho. Comparados com o mesmo período de 2017, os furtos passaram de 1.409 a 1.153 – redução de 18%. Já os roubos, segundo a PM, caíram 42%, passando de 370 para 214. Por meio de nota, a PM atribuiu à queda ao "perfeiçoamento de operações policiais contínuas, estratégicas, direcionadas em estudos pontuais aplicados, bem como num investimento do Estado em viaturas, equipamentos e demais infraestrutura para o desenvolvimento da aplicação policial militar".


No entanto, se existe aquele ditado de "quem bate esquece, mas quem apanha não", as cenas dos roubos, sejam eles recentes ou não, continuam vivas na memória de quem foi vítima. Na noite do dia 24 de junho, os padres indianos da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, no conjunto Vivi Xavier, na zona norte, foram surpreendidos por três bandidos - dois armados - no momento em que saíam da casa paroquial de carro para jantar. "Achamos que eram os jovens da paróquia", conta o padre Justin Francis. Ele e o padre Raj Devadass foram levados ao fundo da casa e em seguida amarrados e torturados. "Amarraram nossas mãos e bateram por duas vezes com as armas em nossos peitos. Ficamos por uns 20 minutos até eles fugirem com o carro", comentou Justin.

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Além do veículo, pertences como o celular, carteira com documentos e até mesmo o anel de ordenação de padre foram levados. "O carro conseguimos recuperar depois de cinco dias. O meu celular tem rastreador e no mesmo dia do assalto foi encontrado. Já os documentos tive que tirar uma segunda via", acrescenta Justin. "É um susto. O primeiro desde que estou no Brasil, há oito anos. Agora colocamos câmeras de segurança e sensor de movimento. Vamos ter que prestar mais atenção para não acontecer novamente", lamentou.

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Trauma
"Foi o pior dia da minha vida", afirmou a dona de casa Nadir Secco Martins, moradora do Jardim Aragarça, zona leste, e que foi vítima de ladrões em abril de 2017. Ela já estava deitada com o marido quando ladrões arrombaram a porta. "Chegaram com arma e faca nas mãos. No começo não conseguia acreditar, parecia uma brincadeira". A dona de casa ainda viu o filho caçula chegar da faculdade e ter uma arma apontada em sua cabeça. "Só pedia a Deus que não fizessem nada com ele", relatou. Ela ainda expôs uma frase que escutou da boca dos bandidos: "Cada um tem o que merece. Nós nascemos para roubar". Após o ocorrido, onde levaram quatro aparelhos de televisão, um dos veículos da família e pertences, que até hoje não foram encontrados, foi registrado o boletim de ocorrência. Nadir e a família instalaram cerca elétrica e grades, que buscam trazer de volta a segurança. "Hoje, qualquer barulhinho que vem de fora eu já fico assustada. Um episódio que jamais vou esquecer", relata.


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