"As pessoas não sabem se vão primeiro tomar o busão ou uma mordida de algum bicho aí", ironiza o metalúrgico Róger Macedo, sobre o ponto de ônibus da Rua Perdizes, na divisa entres os Jardins Elizabeth e Paraíso, região norte de Londrina. No local, o mato tomou conta do espaço. Esse não é o único estorvo imposto aos usuários do transporte coletivo. Por ali, o pessoal só tem um pedaço de pau, que sinaliza a parada obrigatória, para escorar. O ponto não possui nem mesmo cobertura para proteger os moradores do sol forte e das chuvas. Os problemas não acabam por aí. A área não possui nem mesmo calçada para a população não sujar ou molhar os pés. "Isso está assim desde quando instalaram o ponto aí, há uns 10 anos. Até cobra já viram", afirma Macedo.
Mas os problemas não se limitam ao ponto da Rua Perdizes. Há outros estão nas mesmas situações. Entre eles o da Rua Inaldo Guimarães, no Jardim Pacaembu 2, em frente da Casa de Passagem da zona norte. O ponto até possui uma cobertura. Porém ameaça cair após. Uma das colunas que seguram a estrutura foi danificada após ser atingida por um veículo. Além disso, o mato também tomou conta. "Há ainda muitos bichos por causa do mato. Não há bancos para aguardarmos o ônibus e a situação é bastante incômoda", acrescenta a psicóloga Natália Carolina.