A Avenida Maringá é uma das vias de ligação mais importantes de Londrina. Só que entre os seus quase três quilômetros de extensão, as placas sinalizando a velocidade da via são raras, o que dá margem aos motoristas apressadinhos e desrespeitosos se sentirem em uma pista de corrida.
A reportagem do NOSSODIA percorreu de cabo a rabo a avenida e em alguns momentos até se esqueceu qual era a velocidade máxima permitida, que é de 40km/h. No sentido Avenida Tiradentes-Gleba Palhano, são três placas: para encontrar a primeira delas, no número 490, entre as Ruas Ibiporã e Tomazina, o motorista deve andar cerca de 500 metros.
Depois de 300 metros, lá se encontra a segunda placa, na esquina com a Rua Paranavaí. É aí que vem a canseira: a terceira placa só aparece depois de 1,2 km de distância, após a rotatória com a Avenida Castelo Branco, na altura da Rua Dom Pedro II. De lá até o fim da avenida, são 900 metros sem nenhuma indicação de velocidade.
Já no sentido Gleba Palhano-Avenida Tiradentes, são apenas duas placas. E para achar a primeira delas, nada mais nada menos do que 1,9 km de distância. Ela fica entre as ruas João XXIII e Fernando de Noronha. E 350 metros depois, a segunda e última, também entre as ruas Ibiporã e Tomazina. Até chegar à Avenida Tiradentes, são 400 metros sem placas. Um total de cinco placas somando os dois sentidos.
Por meio de nota, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) informou que "está em tratativa com o IPPUL (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) para a unificação da velocidade máxima das avenidas Maringá e Ayrton Senna da Silva". Esta unificação, segundo a assessoria, pode acarretar em uma mudança de velocidade nas vias. De acordo com a legislação, é exigido uma placa a cada 300 metros ou após cada entroncamento. Sobre isso, a nota aponta que "assim que for definida a unificação, a Companhia fará a colocação de placas indicativas em quantidade suficiente para orientar os motoristas". (Edson Neves/NOSSODIA)