O pequeno Heitor Hilário da Silva vai completar um mês neste sábado, mas já enfrenta problemas decorrentes da falta de estrutura do sistema público de saúde. Logo após o nascimento dele, os pais Fabiane e Marcelo Rodrigues da Silva foram orientados a levá-lo a uma unidade básica de saúde para receber uma dose da BCG-ID, mas descobriram que a vacina está em falta em Londrina. "É preocupante que uma cidade do tamanho de Londrina não tenha nenhuma unidade de saúde com essa vacina disponível", lamentou Marcelo.
Ele informou que o máximo que conseguiu foi que a unidade básica de saúde próxima a sua casa, na zona oeste da cidade, colocasse o nome de Heitor em uma fila de espera. "Infelizmente vamos ter que recorrer a uma clínica particular para que nosso filho receba essa vacina", protestou.
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A vacina BCG-ID deve ser administrada logo que o bebê nasce ou o mais precocemente possível
A vacina BCG-ID deve ser administrada logo que o bebê nasce ou o mais precocemente possível. Nos prematuros com menos de 36 semanas, a dose deve ser administrada após 1 mês de vida e 2 kg de peso. Essa vacina previne a tuberculose, uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium bovis ou pelo Bacilo de Koch. Ataca mais comumente os pulmões, mas pode também causar infecções nos ossos, rins e meninges (as membranas que envolvem o cérebro).
Silva está preocupado porque a transmissão da tuberculose é direta, de pessoa a pessoa, portanto, aglomerações são o principal fator de transmissão. Quando um bebê entra em contato com pequenas gotas de saliva expelidas por alguém contaminado ao falar, espirrar ou tossir, pode aspirá-las e se infectar. Além disso, qualquer fator que gere baixa resistência orgânica também favorece o estabelecimento da tuberculose.