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Buracos que matam - Alerta fatal

Walkiria Vieira
NOSSODIA
17 mar 2016 às 09:20

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Walkiria Vieira
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Quem mora, trabalha ou passa pela rua Sebastião Callero, bairro Chácaras Mussahiro, na zona sul de Londrina, sabe que os veículos trafegam em alta velocidade. O motorista de caminhão Washington Vital, 30 anos, redobra os cuidados quando está na via. "Eu moro na Vila Brasil e mesmo com os buracos, a maioria aqui passa voando. Abusavam mesmo e sei que os moradores já pediram pelo menos quebra-mola para ver se melhora", diz. Sobre o acidente com uma moto que vitimou Rômulo César Franco Mazzo, na altura do número 178, na semana passada pensa: "Deve ter sido um desses três que estão no meio da pista e dependendo da velocidade que ele vinha, não teve jeito mesmo. Eu sofri um acidente e fiquei um ano parado. Demorei seis meses para colocar o pé no chão. Sobrevivi, mas me lasquei todo", reflete.
O zelador Joel Correia da Silva, 47 anos, trabalha em um condomínio da Sebastião Callero e teme que mais acidentes aconteçam. "Teve um outro umas duas semanas atrás com dois carros. A sinalização é terrível. Eu venho de moto e tomo bastante cuidado. Na hora que estou aqui fora varrendo as calçadas, os carros e motos passam a 80, 100km/h. Parece que vão levar a gente." Morador do Jardim Coliseu, Silva é a favor de redutores de velocidade. "Tem que por quebra-mola aqui".

Respostas
De acordo com o IPPUL, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina, não há nenhum projeto, nem pedido de intervenção na via. "Muitos anos atrás, houve um pedido para mudança de sentido", resumiu o Instituto. Já a assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) informou que há em seu Serviço de Atendimento ao Cliente duas solicitações sobre essa região encaminhadas, sendo uma de 2015 (reforço na sinalização) e outra protocolada na última segunda-feira, após a morte do motociclista (redutor de velocidade). A implantação será discutida com o Ippul. A CMTU reforçou ainda que em 2014 foram duas ocorrências, em 2015 uma e em 2016 também uma – a morte de Mazzo. "A CMTU irá buscar junto ao Ippul as melhorias possíveis para oferecer mais segurança nessa região. O que for possível contribuir, será feito", acrescentou a Companhia. O secretaria de Obras, Walmir Matos, por sua vez, informou que precisa de inteirar se há alguma programação para a via. (W.V.)


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