As vias dos jardins Franciscato e Perobal (Zona Sul de Londrina) são reflexos da omissão do poder público. Nos fundos dos bairros, a população caminha em ruas com pedras soltas, guias quebradas, asfalto detonato e muita sujeira. Quando chove ainda tem o barro. As crianças, principalmente nesta época do ano, são as que mais sofrem.
Na rua José Resende Filho, no Jardim Perobal, Lindacir Pereira de Moraes enfrenta essa "bronca" toda vez que precisa sair de casa. E ainda precisa encarar os problemas junto com os filhos pequenos: a caçula vai no colo e o mais velho tem que encarar tudo, como se fosse gente grande também. "Pedimos por uma obra na região há muito tempo. A Prefeitura não veio sequer dar uma olhadinha nisso", criticou a dona de casa.
No Franciscato, a realidade é ainda pior. Na rua Pedro Ferreira da Silva o asfalto já foi embora há muito tempo. Os irmãos Wesley Fermino Polido, 14 anos, e Giovana, 10, tomam muito cuidado para não levarem a pior quando circulam pelo bairro. "Já teve gente que caiu e se machucou", garantiu Giovana. Para trafegar pela via, os carros precisam passa na beiradinha dos buracos. "Quando vai entrar em casa, o carro do meu pai vive batendo o escapamento nisso (buraco). Olha as marcas", mostrou Wesley.
O motoboy Renato Borges reforçou que, como são completamente ignorados pela Prefeitura, os próprios moradores entraram em ação para minimizar o problema da rua João Manoel dos Santos, também no Jardim Franciscato, e taparam alguns buracos por conta própria. "Mas pouco adiantou", comentou o morador. Segundo Borges, quando os motoristas passam pela rua, os carros enroscam nas "panelas" e em muitos casos "estoura tudo por baixo". "Também olha o tamanho dessa rachadura no asfalto", apontou ele. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
Na rua José Resende Filho, no Jardim Perobal, Lindacir Pereira de Moraes enfrenta essa "bronca" toda vez que precisa sair de casa. E ainda precisa encarar os problemas junto com os filhos pequenos: a caçula vai no colo e o mais velho tem que encarar tudo, como se fosse gente grande também. "Pedimos por uma obra na região há muito tempo. A Prefeitura não veio sequer dar uma olhadinha nisso", criticou a dona de casa.
No Franciscato, a realidade é ainda pior. Na rua Pedro Ferreira da Silva o asfalto já foi embora há muito tempo. Os irmãos Wesley Fermino Polido, 14 anos, e Giovana, 10, tomam muito cuidado para não levarem a pior quando circulam pelo bairro. "Já teve gente que caiu e se machucou", garantiu Giovana. Para trafegar pela via, os carros precisam passa na beiradinha dos buracos. "Quando vai entrar em casa, o carro do meu pai vive batendo o escapamento nisso (buraco). Olha as marcas", mostrou Wesley.
O motoboy Renato Borges reforçou que, como são completamente ignorados pela Prefeitura, os próprios moradores entraram em ação para minimizar o problema da rua João Manoel dos Santos, também no Jardim Franciscato, e taparam alguns buracos por conta própria. "Mas pouco adiantou", comentou o morador. Segundo Borges, quando os motoristas passam pela rua, os carros enroscam nas "panelas" e em muitos casos "estoura tudo por baixo". "Também olha o tamanho dessa rachadura no asfalto", apontou ele. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
Fundo de vale vira ‘lixão’
Além da péssima situação das ruas, outro problema que atrapalha a vida dos moradores é a enxurrada que desce bairro abaixo quando chove e leva quase tudo que encontra pelo caminho. A força da água abriu um grande buraco no fundo de vale perto do Ribeirão Cambezinho. "A água desce com muita força das ruas e vai destruindo toda a calçada. É um perigo muito grande. Formou essa erosão e qualquer pessoa pode se machucar aqui a qualquer momento", alertou o morador Ney Souza Bueno. Anos atrás, várias famílias ocuparam o fundo de vale do bairro. "Esse espaço é um problema. Antes viviam famílias por aqui. Com a retirada dos moradores, o espaço passou a ser usado como depósito de carros abandonados e de todo tipo de lixo", lamentou Alexandro da Silva. (P.M.)