O Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Londrina pretende fazer do projeto Samuzinho uma iniciativa modelo para conscientizar crianças e adolescentes, de escolas públicas e privadas, sobre como funciona o trabalho. A meta principal é reduzir o número de trotes recebidos pelo serviço.
Para isso, o NEU vai firmar parcerias com acadêmicos de enfermagem de diversas universidades que possuem convênio com a Prefeitura. Os alunos dessas instituições de ensino superior receberão treinamento e serão divididos em grupos que vão fazer trabalhos de conscientização nas escolas de ensino fundamental, atendendo um público de 8 a 12 anos. No ano passado, o Samu recebeu 3.304 trotes.
O projeto piloto deve ser implantado até junho. O treinamento das equipes vai começar na segunda quinzena de abril. A primeira reunião está marcada para o dia 17 e reunirá acadêmicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Inesul, Pitágoras, UniFil e Unopar. Segundo a enfermeira do Núcleo de Educação em Urgência (NEU), Renata Morais Alves, o objetivo é orientar a população sobre as atividades desenvolvidas pelo Samu, sua importância e prevenção de doenças. "No ano passado tivemos uma situação bem grave que mobilizou Samu, Siate e Polícia Rodoviária. A pessoa falou que houve um capotamento em Tamarana e gritava que precisava de socorro, que o acidente tinha vitimado várias pessoas", revela. A viatura do Samu procurou o local do falso acidente por três horas até descobrir que tratava-se de trote. "Nós ligávamos para o telefone, mas ninguém atendia. Quando enfim um senhor atendeu, disse que deve ter sido o sobrinho que ligou e que não havia chamado ninguém", expõe.