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Bota pra correr - Corrida pedestre é uma prova de benefícios à saúde

Walkiria Vieira
NOSSODIA
22 ago 2017 às 09:22

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Sandro Cabral/Divulgação
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Um par de tênis, roupas leves, avaliação física em dia e você, independentemente da idade está apto a encarar a liberdade de sentir o vento no rosto, o avançar por paisagens e a sensação de seus músculos ativados como nunca. A experiência de correr é prazerosa e pessoal. A capacidade e os limites de cada um são individuais, devem ser respeitados e, na esteira ou nas ruas, solo ou em grupos de corrida, é possível colocar em prática uma atividade física acessível e que, de acordo o educador físico e treinador do grupo de corrida Unimed Inspira, Silvio Prado, os benefícios de uma corrida vão muito além da perda de peso. "O exercício também reduz a pressão arterial. Isso sem contar os benefícios na parte psicológica." E incentiva: "A atividade aumenta a sociabilização, estimula novas experiências e eleva os níveis de concentração". De olho nas corridas de rua cada vez mais comuns em Londrina e região, NOSSODIA foi conhecer quem está pista e o prazer que sente em correr. Só em 2017, a técnica administrativa Vivi Verônica Camargo, 58 anos, já participou de sete provas. "Corro sempre no meu limite sem me preocupar com o tempo, mas sim em estar bem e feliz. Comecei na esteira, fui notando grandes melhorias no meu condicionamento físico e mental e quando percebi já estava apaixonada por essa atividade que significa para mim saúde, alegria, bem estar e qualidade de vida", diz. Também no seu ritmo, a representante comercial Andreia Sardi, 46 anos, pratica muay thai e aderiu à corrida. Ela ainda convenceu o marido, o também representante comercial, Renilton José Ribeiro, 47 anos, a correr. "O melhor que a corrida fez na minha vida foi a autoestima. Nem imaginava que eu iria conseguir e muito além disso o que me motiva são as amigas", afirma. Já o servidor público Ricardo Manoel dos Santos, 45 anos, tomou gosto pela prática nas aulas de Educação Física aos 12 anos. E para manter a disciplina de seus treinos, tem uma tática: "Ah, deixo um tênis e short sempre no carro. Bateu aquela vontade de sair correndo, é só sair", dá a dica. Conhecido como Run Man, Santos conta: Desde quando fiz 20 anos, estipulei correr pelo menos um dia da semana e, desde então, nunca falhei. Tenho tatuado em meu braço: ‘Correr me aproxima de Deus’. Pensando assim, acho impossível parar de correr". Por semana, são 55 quilômetros e o Run Man encara provas de meia-maratona e maratonas completas. "Participei das 3 últimas Maratonas (42Km) de Londrina".
E para quem não se cansa de correr e vive atrás dos eventos nessa área, o sócio da Capa Promo Eventos, Guilherme Piazzalunga, antecipa: para 2017 ainda há nove provas a serem realizadas. "Estamos na área desde 2011. Antes eram quatro corridas por ano, hoje o número passa de 20. Houve um aumento de número de grupos, além de familiares e simpatizantes que participam de outras atrações que integram a prova como teste de glicemia, alongamento, massagem", cita.

Movimentar o corpo é recomendação médica
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda exercícios intensos de 15 minutos ou atividades moderadas de 30 min para indivíduos sedentários e propensos a síndromes metabólicas. O médico Diego Janesch, 35 anos, é integrante do Unimed Inspira. Começou a praticar corrida em setembro de 2016 para reduzir o peso, superar o ronco e prevenir problemas cardíacos. "Eu frequento duas vezes por semana a Unimed Inspira e realizo corrida por conta própria. Isso melhorou muito o meu fôlego, o meu humor, o meu bem-estar e o meu peso", destaca Janesch. O casal Mell Lima Brandt, 49, e Gustavo Zamarian Brandt, 43, também inspiram. Ao incentivar um ao outro, Mell soma em seu currículo esportivo 21 corridas. Só nesse ano foram 15. "E pretendo participar de mais seis. Além de me trazer um excelente condicionamento físico, me ajuda a estar bem comigo mesma. Sem contar as amizades que fazemos". Seu marido Gustavo encarou em 2017 dez provas e tem fôlego para mais seis. "Correr para mim, vai além de um esporte, é algo que já faço há 17 anos, e me proporciona saúde, bem estar, qualidade de vida, serve como válvula de estresse e liberdade. Não vejo esporte mais democrático, pois basta se dispor a fazer, se preparar, e não terá hora, local, seja sozinho ou acompanhado, faça chuva ou faça sol. Basta começar a correr e se divertir", sugere. (W.V.)


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